Tecnologia

“F*ck, Marry, Kill”: a aplicação onde se joga para marcar um encontro

Três caras, três opções para um possível encontro: "F*ck”, “Marry” ou “Kill”? A aplicação gratuita desenvolvida pelo estúdio português Build Up Labs já tem quase 73.000 utilizadores

Texto de Tiago Ramalho • 18/10/2017 - 14:58

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O desafio da aplicação portuguesa é simples: escolher, entre três pessoas, aquela com a qual prefere "F*ck, Marry, Kill". O conceito não é novo, mas foi repescado pelo estúdio de startups Build Up Labs num final de tarde de sexta-feira, de copo na mão. "Então e se fizéssemos uma app com pessoas reais?", alguém perguntou. 

 

O mote estava dado para o nascimento de "F*ck, Marry, Kill" — uma “surpresa”, nas palavras do digital marketeer João Duarte, já que, um ano após o lançamento, a aplicação gratuita conta com quase 73.000 utilizadores (mais de 21.000 dos quais portugueses) em mais de 120 países. “O nosso público é, sobretudo, a geração Z, mas temos utilizadores dos 18 aos 50 anos”, explica. A aplicação está disponível para download em dispositivos com sistema operativo Android.

 

"Não te esqueças que o 'F*ck, Marry, Kill' é para ser divertido e não para levar tão a sério": o aviso é feito logo à partida, na página da aplicação que agora está entregue ao programador Christian Vismara. E o aviso é para ser tido em conta. Apesar de haver histórias de sucesso, que vão chegando através de mensagens, João Duarte destaca a aplicação como um "teste ao ego", em que "o utilizador pode ver as suas estatísticas e o número de interacções que teve".

 

"Estamos a meio caminho entre uma dating app e um jogo", esclarece João Duarte, para quem este é o principal factor de diferenciação da aplicação em relação às outras opções do mercado. E o futuro traz mais surpresas. "Estamos a pensar implementar novas funcionalidades para os utilizadores”, acrescenta o digital marketeer. O objectivo passa por dar novos formatos a quem joga, além de rentabilizar a aplicação com algumas novidades pagas.

 

"Faz download e testa o teu ego”, lê-se antes de descarregar a aplicação. Depois de aceder ao pedido, basta fazer login com a conta de Facebook — uma forma de assegurar a veracidade do perfil dos utilizadores — e escolher as características que melhor se encaixam nos gostos pessoais. Depois é só começar a jogar. A cada ronda aparecem três pessoas e aí é só atribuir a cada uma delas a opção que melhor se encaixa: "F*ck", "Marry" ou "Kill".Assim, se dois utilizadores seleccionarem a mesma opção, faz-se match e abre-se uma conversa entre ambos — e aqui nascem as comparações com o Tinder. No caso de haver um match de "Kill", João Duarte garante que não é razão para preocupação. "Tem funcionado como um desbloqueador de conversa", brinca.

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