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Tecnologia

BatteryHub, uma aplicação para ajudar a poupar a bateria dos “smartphones”

Aplicação desenvolvida por investigadores das universidades de Coimbra, Beira Interior e Federal de Pernambuco recolhe informações relacionadas com a utilização de bateria, permitindo "identificar oportunidades de poupança de energia"

Texto de P3/Lusa • 08/10/2017 - 11:41

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O teu telemóvel já só dura umas horas ligado? Talvez esta nova criação possa ajudar. Foi anunciado esta segunda-feira pela Universidade de Coimbra (UC) que um grupo de investigadores desenvolveu uma aplicação que permite que as baterias dos dispositivos móveis tenham maior duração.

 

"Quando instalada, a aplicação recolhe periodicamente informação relacionada com a utilização de bateria, como, por exemplo, percentagem de carga, aplicações em execução ou utilização de sensores, e envia-a para uma infra-estrutura na 'cloud' (nuvem)", também criada pelos mesmos especialistas, refere a UC numa nota enviada hoje à agência Lusa.

 

Para explicar o funcionamento, João Paulo Fernandes, coordenador do estudo, dá a analogia dos desenhos animados: "se se colocar em sequência várias imagens estáticas, observa-se a perspectiva dinâmica que elas asseguram". "A perspectiva dinâmica que procuramos reflecte para cada utilizador e cada dispositivo o modo como a sua bateria é consumida", acrescenta, citado pela UC, o investigador e docente no Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra.

 

Um repositório de dados

Denominada BatteryHub, a aplicação foi criada por uma equipa de investigadores das universidades de Coimbra (UC) e da Beira Interior (UBI), e da brasileira Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que participa na iniciativa GreenHub, inserida no projecto de investigação Green Software Lab, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). O objectivo principal da investigação é "construir um repositório de dados o mais alargado possível e representativo do consumo de energia em baterias de diferentes dispositivos móveis, sistemas operativos, aplicações e utilizadores", salienta João Paulo Fernandes.

 

"Pretende-se que, no futuro, seja possível utilizar os dados recolhidos para traçar o perfil de consumo dos dispositivos e assim identificar oportunidades de poupança de energia", sintetiza o investigador, destacando que "esta é a inovação do projecto". Os dados recolhidos serão, entretanto, objecto de estudo da própria equipa de investigadores, ao mesmo tempo que estarão à disposição das comunidades científica e industrial, através de tecnologia também já desenvolvida.

 

A privacidade dos utilizadores "está totalmente garantida, porque não é recolhida nenhuma informação que permita a sua identificação", assegura João Paulo Fernandes. "Para o tipo de análise que faremos, não temos necessidade de identificar os utilizadores, mas apenas de os distinguir, o que é conseguido associando um código alfanumérico aleatório a cada um dos utilizadores", acrescenta, sublinhando que não serão recolhidos "números telefónicos, números de série, IMEI [identificação internacional de equipamento móvel] ou quaisquer outros". "Este é um desafio que se coloca à comunidade, à qual se pretende retribuir informação com valor real. Por agora, a participação dos utilizadores é fundamental", conclui.

 

Por enquanto, a aplicação BatteryHub está apenas disponível para Android, indica a UC, adiantando que o projeto de investigação foi iniciado há dois anos.

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