Investigação

Vizzy, o robô que ajuda pessoas com mobilidade reduzida

Equipas de investigadores portugueses e norte-americanos estão a desenvolver um robô para combater o sedentarismo. O Vizzy está a ser testado em Coimbra

Texto de Lusa • 23/08/2017 - 13:00

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Um projecto de investigação procura desenvolver um robô, testado em Coimbra, que quer monitorizar exercícios para ajudar idosos, pessoas com obesidade ou deficiência motora. O robô chama-se Vizzy e esteve em testes com utentes do Centro Comunitário Nossa Senhora dos Milagres, em Cernache (Coimbra), apesar de ainda estar numa fase embrionária e ainda sem mostrar grande autonomia.

 

O objectivo do projecto passa por combater o sedentarismo e ajudar "pessoas que precisem de fazer exercícios", ao mesmo tempo que poderá medir os resultados de cada um dos exercícios, fazendo um registo da evolução das pessoas nos jogos propostos pelo robô, explicou um dos investigadores, Ricardo Ribeiro.

 

A iniciativa envolve equipas do Instituto de Sistemas e Robótica (Universidade de Lisboa), da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, da Faculdade de Motricidade Humana, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, do Madeira Interactive Technologies Institute (MITI) e de duas empresas.

 

Numa das salas do centro comunitário, equipamento da Caritas de Coimbra, ouvia-se o robô a falar com os utentes, motivando-os nos jogos, com a interacção a ser controlada a partir de um computador. De momento, ainda pouco distingue o robô de um funcionário, mas, no futuro, pretende-se que o Vizzy consiga fazer um registo da evolução da performance da pessoa nos jogos, que são projectados no chão e que decorrem com base em sensores de movimento, explicou o investigador.

 

Com o robô, será possível fazer "uma avaliação mais fiável do estado de saúde das pessoas", além de armazenar os registos numa base de dados que pode ser consultada por médicos ou fisioterapeutas, sublinhou Ricardo Ribeiro. A plataforma robótica custa "largas dezenas de milhares de euros", mas Ricardo Ribeiro acredita que numa produção em série o preço possa baixar significativamente.

 

"Gostei muito. Devia ser isto todos os dias", realçou Marília Dantas, de 84 anos. Apesar de ter gostado da experiência, a utente recordou que um dos participantes caiu durante os exercícios com a plataforma, podendo ser "mais complicado" para pessoas com mais dificuldades de mobilidade.

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