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Indústrias Criativas

Apple Watch

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André Miranda

- 25 anos
- estudou “Film Scoring” na Universidade de Nova Iorque
- fundou a WESO, uma orquestra especializada em bandas sonoras que trabalha com a indústria de Holywood

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Praxio: esta app dá-te a música que o teu corpo precisa de ouvir

Aplicação desenvolvida para o Apple Watch é de um jovem português a viver nos Estados Unidos. André Miranda, de 25, venceu o Prémio Nacional das Indústrias Criativas em 2014 com uma orquestra especializada em bandas sonoras

Texto de Ana Maria Henriques • 09/03/2015 - 11:49

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Pode a medição do batimento cardíaco servir como ferramenta de escolha musical? André Miranda acredita que sim e, por isso, está a desenvolver uma aplicação para o AppleWatch que dá ao utilizador a música que o seu corpo precisa de ouvir. A Praxio vai ter uma versão gratuita.

 

Para ter um melhor despertar, um voo mais calmo ou um treino eficaz, a Praxio utiliza os sensores do relógio inteligente para perceber se a pessoa está stressada ou até apática. “Tivemos acesso a estudos que mostram como a música faz variar a pulsação cardíaca para cima ou para baixo; há outros factores químicos que funcionam da mesma maneira”, explica o compositor de 25 anos, vencedor da edição 2014 do Prémio Nacional das Indústrias Criativas (PNIC) com uma orquestra especializada em bandas sonoras, a WESO.

 

André, que vive em Nova Iorque há quatro anos, assegura que é possível “reduzir o stress das pessoas em tempo real e identificar o que está a acontecer com elas”. “Isto é uma coisa nunca pensada para o consumidor geral, mas que está a ser utilizada aqui em Nova Iorque, no hospital Beth Israel”, conta ao P3 numa conversa via Skype. A orientadora do projecto — que o jovem conheceu na Dinamarca quando representou Portugal na Creative Business Cup — é directora do Centro para a Música e Medicina daquela instituição médica, onde a música é, por vezes, usada para substituir drogas e acalmar pacientes.

 

“Não se trata de uma coisa psicológica, os monitores e as análises químicas mostram que as pessoas ficam mesmo mais calmas. É um processo químico”, sublinha o compositor.

 

A selecção musical depende do gosto do utilizador — porque a aplicação vai aceder às listas pessoais — e de um algoritmo. “Não pode ser igual ao Spotify, por exemplo, tem que ter extras”, admite André. A ideia é conferir “uma aura de bem estar à música”, com “aspecto de entretenimento”. “Se se tratar de uma pessoa que está sempre sentada e muito relaxada, vamos sugerir uma coisa um bocadinho mais ‘upbeat’. Se só ouvir ‘death metal’ mas percebermos, na aplicação, que tem problemas de sono, se calhar vamos experimentar tocar algo abaixo disso”, exemplifica.

 

O “smartwatch” é aqui fundamental, uma vez que o seu conceito difere de outros "gadgets" já explorados: tem como objectivo “integrar-se na vida da pessoa, recolhendo informação rica e muitos dados biométricos” através de sensores. André acredita que a aplicação pode estar no mercado ainda em 2015 — até para responder ao lançamento do Apple Watch, agendado para Abril próximo. O plano é que exista um nível gratuito e um modelo “premium”, com um custo esperado de 99 cêntimos.

 

Em Outubro de 2014, quando a WESO foi o projecto vencedor do PNIC, André tinha acabado de compor uma banda sonora para um filme de Ben Stiller. Continua a trabalhar na “campanha de vendas de bandas sonoras” e, ainda para 2015, está prevista a colaboração com videojogos.

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