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A par dos videojogos, o objectivo é fazer passar, nos ecrãs, publicidade variada

A par dos videojogos, o objectivo é fazer passar publicidade variada nos ecrãs da Captive Media Luís Octávio Costa

"Breakout" é um dos jogos disponibilizados pela Captive Media

"Breakout" é um dos jogos disponibilizados pela Captive Media DR

Jogos para elas

A Captive Media está a preparar um sistema para o público feminino, a ser implementado nos secadores de mãos

Videojogos

Já se pode urinar e marcar pontos ao mesmo tempo

Empresa britânica criou um videojogo para urinóis e não é necessário inserir moedas para jogar. Só é preciso estar aflitinho

Texto de Daniel Cerejo • 30/11/2011 - 11:14

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Em casa podemos sempre levar connosco a consola portátil. Mas, pensando melhor, isso só seria adequado para a necessidade número dois. No caso da necessidade número um e das casas de banho públicas, a dificuldade é maior. Ou será mais sensato dizer: “era”?

 

A empresa britânica Captive Media considerou o tempo que os homens passam em frente ao urinol – uma média de 55 segundos – e deu-lhes algo para se distraírem (e competirem): urinóis com videojogos. Apesar de ainda não haver jogos de tiros, já se sabe quais são, nesta aplicação, as balas e a pistola.

 

Com efeito, alguns bares voluntariaram-se para a experiência e colocaram, em cima de cada urinol, um ecrã LCD de 30 centímetros, que serve para os jogos correrem e serem visualizados.

 

A interface de jogo está integrada nos próprios urinóis, através de marcas assinaladas com “Start” (começar), “Left” (esquerda) e “Right” (direita). O “jogador” só tem de direccionar a sua urina para as marcas correspondentes, que um dispositivo de infra-vermelhos faz a leitura e aplica a acção no jogo.

 

A característica positiva do sistema, para os potenciais compradores, é o facto de não ser necessário mexer na canalização nem comprar novos urinóis para o instalar, revelou Gordon MacSween, um dos criadores, à BBC. Basta o acoplamento, ao urinol, de uma consola externa.

 

Aliviar a bexiga e resolver um “quiz”

Agora, com o produto da Captive Media, a competição entre o público masculino, na ida aos lavabos, é outra. A empresa desenvolveu, para já, três jogos. Num deles, o propósito é desviar uma mota-de-neve dos pinguins que sobem a montanha; noutro, o objectivo consiste em responder correctamente a um “quiz”; o terceiro é o famoso “Breakout”.

 

Em todos eles, consoante o tempo e sucesso da performance, é atribuída ao “visitante” do urinol uma pontuação, imediatamente posicionada no "ranking" (visível no ecrã) de quem por ali urinou. Além disso, é possível partilhá-la nas redes sociais.

 

Um estudo feito pela Captive Media, durante quatro meses, nos estabelecimentos equipados à experiência com o sistema de videojogos nos lavabos, permitiu concluir que, entre 160 entrevistados, 27% passou a frequentar o local por causa dos urinóis, 45% ficava durante mais tempo para jogar (ou seja, bebia mais para poder jogar) e 87% ia dizer aos amigos o que é que tinham visto.

 

Para além destes números positivos, segundo gerentes de alguns bares e restaurantes do Reino Unido, a higiene das casas de banho masculinas aumentou, visto que, agora, existe uma maior preocupação em fazer pontaria para dentro do urinol.

Comentários

    samuel (não registado)

    01/12/2011 - 20:16

    Vou ser mesmo eu que vou mexer num touchscreen enquanto urino. Não sei se é só de mim mas, ninguém pensa no número de dedos urinados que andaram a mexer no ecrã? Não é propriamente a coisa que mais me fascina lol.

    Jorge Costa

    01/12/2011 - 00:13

    Só mesmo o P3 para nos animar neste tempo de depressão. Fiquei maravilhado com o avanço da tecnologia neste sector. Se esta ideia vingar em Portugal, vamos ter um incremento enorme no sector das canalizações. Um sector que tem sido enormemente causticado pela crise que grassa na construção civil, poderá conhecer o seu tempo áureo em Portugal, com o boom que se avizinha de instalação de novos equipamentos urinatórios e respectivas tubagens de ligação, substituindo a maior parte daqueles que passarão a estar obsoletos com o advento desta competição. Como sabem, os portugueses tem uma enorme fama na arte mictória. Lembro-me em miúdo , das competições sadias que desenvolvíamos, de quem tinha o jacto de maior alcance, ou quem produzia a maior poça, ou quem conseguia estar mais tempo com líquido contínuo. O cronómetro só parava, quando o jacto passava a pinga. Com o aparecimento destas novas tecnologias, estou a imaginar a frenética corrida à instalação de novos mictórios devidamente equipados com software de nova geração, a instalar em tudo que é cervejaria, discotecas e tascos da nova vaga, locais únicos onde se logrará líquido imediato para tão notável competição. Avizinham-se tempos de enorme movimento para a ASAE, garantindo que tudo esteja legal , o que obrigará ao reforço dos seus quadros, e consequente dinamização do sector público. Contrariamente ao descrito na peça, a higiene não aumentará, pelo contrário, porque a técnica desta modalidade combina a potência do jacto com a pontaria, o que obriga o atleta a ter uma distância de segurança do aparelho no mínimo de 50 cm, o que não obviará os desagradáveis pingos no chão, que todas as mulheres detestam ver em casa. Por fim, faço daqui o meu apelo, uma vez que vivemos tempos em que a mulher tem que estar em pé de igualdade com o homem, que o inventor desta ideia desenvolva um novo modelo de sanitas para senhoras, para que também possam ter as mesmas oportunidades que os homens nesta modalidade, o que, penso, não será muito fácil, atendendo à dificuldade que as mulheres terão em atingir o alvo, sem qualquer possibilidade de visionamento. Este é o perfeito exemplo daquilo que as mulheres nunca conseguirão estar ao mesmo nível dos homens, por muito que as feministas reclamem. Parabéns P3!

    pcerejo

    30/11/2011 - 17:45

    Curiosidade interessante, que vem dar um sentido mais pratico ao velho habito do homem em brincar nos momentos de necessidades fisiologicas liquidas. Fica aqui uma sugestão de interligarem os resultados de todas os WC's onde este jogo está disponibilidade e estabelecer Hi-score's. Quem sabe não estamos perante um novo desporto de massas, pois afinal todos os homens têm este tipo de necessidades e, intrinsecamente, também têm o espirito competitivo. Não obstante, pelo menos, e pela primeira vez vão se assistir a filas nos WC's de homens, uns para jogar outros para assistir. Só faltam os patrocinios, WC pato, bet click e afins para dar um tom mais profissional.

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