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O World Search terá um formulário “muito mais complexo e específico”

O World Search terá um formulário “muito mais complexo e específico” Adriano Miranda

O investigador Nuno Silva

O investigador Nuno Silva Adriano Miranda

Investigação

O motor de busca mais avançado do que a pesquisa avançada?

Investigadores portugueses estão a desenvolver um motor de busca que quer dar respostas mais específicas do que os "softwares" convencionais, como o Google

Texto de Mariana Correia Pinto • 02/11/2011 - 12:00

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Imagine um motor de busca de viagens que lhe dá exactamente o que procura quando preenche um formulário. Agora imagine-se a preencher um formulário semelhante e a obter resultados parecidos, mas para qualquer tipo de assunto. É esta a ideia do World Search, um programa que está a ser desenvolvido por um grupo de investigadores portugueses em parceria com a Microsoft.

 

O objectivo é desenvolver um motor de busca mais eficaz do que aqueles que usamos hoje em dia, capaz de responder aos pedidos, relacionando a informação dada com um raciocínio lógico. “Queremos fazer o que os sites de viagens fazem, mas não para um nicho, queremos fazê-lo para quase tudo”, explica Nuno Silva, investigador responsável pelo projecto no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

 

A ideia resulta do “esforço científico de uma década”, explica: o aparecimento da web semântica, em contraponto com a web sintáctica - que é aquela que usamos habitualmente e a que temos acesso com motores de busca como o Google - abriu novas possibilidades. Ao aceder ao World Search, o utilizador terá disponível um formulário “muito mais complexo e específico” do que a página de um motor de busca convencional. Uma espécie de pesquisa avançada? “É isso, mas mais avançado do que a pesquisa avançada”, garante Nuno Silva.

 

Resultados em seis meses

Os formulários gerados por este novo motor de busca serão “construídos à imagem da informação requerida, e diferentes, consoante o tema pesquisado”. Nuno Silva explica: “O motor gera automaticamente o formulário no momento em que se pede a informação, tendo em conta o tema pesquisado”.

 

O projecto – que arrancou em 2007, a partir de um esforço conjunto do ISEP e da Maisis, uma empresa de tecnologia de Aveiro – deve apresentar os primeiros resultados públicos “nos próximos seis meses, seja em forma de artigo científico, seja em protótipos parciais da tecnologia”.

 

É uma investigação – da qual são também parceiros a Universidade de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Ponto C e a iZone, duas empresas de tecnologia de Aveiro, e a PT – que não tem como objectivo imediato a criação de uma "start-up". “As empresas envolvidas vão fazer uso da tecnologia desenvolvida e da investigação que está a ser feita já, não antevejo a criação de uma 'start-up' nos próximos dois anos”, afirma Nuno Silva.

 

Complemento, não concorrente

Tal cenário só poderia ser possível a partir da “investigação, que ainda não está tão próxima do mercado, mas que está já a ser desenvolvida nas universidades”, admite o docente do ISEP. Na prática, o World Search terá dois alvos: o público em geral e o mundo empresarial. “Dentro das empresas, este tipo de aplicação permite rentabilizar o conhecimento, torná-lo mais acessível”, diz Nuno Silva. 

 

Em comum com o Google, o Yahoo! ou o Bing, o World Search tem apenas a designação “motor de busca”: “Não há qualquer lógica de concorrência, eles são muito bons no que fazem”. A relação, afirma Nuno Silva, "será mais de complementaridade".

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