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Alimentação

“Comida de Rua”: uma mota com cozinha às costas

É uma mota e tem uma cozinha na traseira. Percorre a área metropolitana do Porto a vender refeições saborosas

Texto de Betty Lee Silva • 22/03/2013 - 18:20

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A comida de rua já não se limita a cachorros, hamburgueres e bifanas. As motas do “Comida de Rua” percorrem a zona do Porto a vender comida de qualidade e juntam à ementa receitas alternativas. “Podemos até usar ingredientes portugueses conhecidos, mas damos um toque especial a todas as sandes e combinações”, explica ao P3 Isabel Tavares, mentora do projecto. 

 

Isabel criou o “Comida de Rua” juntamente com o marido e um amigo, depois de ficar desempregada. Com 40 anos , grávida e três filhos, sentiu que a solução passava por criar o seu próprio negócio. O marido sempre teve “jeito para cozinha”, e ela para apreciar as pratos. Depois fez muita pesquisa na internet, à procura de algo diferente, que ainda não existisse. Encontrou o arquitecto italiano Andrea Carletti, da Street Food Mobile, que transforma as traseiras de motas em cozinhas ambulantes. “Desde aí até termos a mota, o logótipo, a imagem e todo o conceito pronto foi cerca de meio ano”, lembra Isabel. 

 

Este fenómeno já é conhecido em países como Estados Unidos, mas em Portugal só agora dá os primeiros passos. Para Isabel, o principal entrave “é a questão burocrática, de ter a licença para estar na rua”. Os critérios de atribuição variam consoante as autarquias e para já o “Comida de Rua” tem apenas licença em Matosinhos. No Porto, vão marcando presença em diferentes eventos para chegar aos clientes, uma vez que as licenças são diferentes. 

 

Próxima paragem: Lisboa?

A ementa é variada e original. Começou com as sandes de leitão e laranja, o ex-líbiris do “Comida de Rua”, e hoje já conta com mais de seis sandes. “Nós vamos aumentanto e fazendos os menus consoante o evento, o clima, o local”, explica Isabel. Sempre tendo em conta a higiene, a qualidade, e a imagem — “Tudo conta para as pessoas terem um momento especial.”

 

O projecto tem ainda a colaboração do chef Elísio Bernardes. Também ele apreciador da comida de rua de qualidade, desde o início que dá apoio na confecção e desenvolvimento dos produtos. 

 

Para já a adesão é grande, e os projectos para o futuro multiplicam-se. Isabel espera ter mais uma mota até ao final do ano e expandir território. “Tivemos muitas solicitações de vários pontos do país, nomeadamente Lisboa.” Certo é que com a chegada da Primavera vão aumentar a presença na rua. “Quando o tempo começar a ficar mais certo, vamos para a praia, entre Matosinhos e Leça”, revela Isabel Tavares. 

 

Para quem quiser experimentar, é muito simples — basta estar atento à página do Facebook, onde a localização da mota é anunciada. 

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