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Aplicação

Com a Magnar podes encomendar refeições para o escritório

Start-up portuguesa criada por Mário e Diogo Mateus desenvolveu uma aplicação para evitar perdas de tempo a cozinhar e procuras desnecessárias de restaurantes

Texto de Andreia Cunha • 24/01/2017 - 14:04

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Depois de um dia de trabalho, o tempo para cozinhar uma refeição para o dia seguinte pode ser escasso. Se a profissão não o permite, pode ainda não ser possível sair do escritório para almoçar ou encontrar rapidamente um restaurante para encomendar uma refeição. Há restaurantes por toda a cidade de Lisboa mas “nem todos conseguem desenvolver as suas aplicações”. Dois irmãos criaram uma nova aplicação gratuita com sugestões de restaurantes locais que podem entregar refeições quentes no escritório antes da hora de almoço.

 

“Eu e o Diogo identificámos a necessidade de criar esta aplicação há cerca de um ano porque nós próprios tínhamos de encomendar os almoços”, explica Mário Mateus, um dos fundadores da aplicação e da start-up portuguesa Magnar. “É um desafio conciliar o trabalho com a vida pessoal”, continua o jovem de 25 anos. “Queremos ajudar as pessoas a não perder tempo a cozinhar para o dia seguinte e quebrar o preconceito de que as encomendas de refeição são para o fim-de-semana e associadas a fast food”. Daí nasceu a ideia de uma aplicação que permite “encomendar refeições a partir do telemóvel”.

 

Disponível há duas semanas, a Magnar reúne a oferta de diferentes restaurantes locais e também todo o tipo de refeições na mesma plataforma. Diogo Mateus, 26 anos, salienta esta vantagem: “os clientes vão poder encontrar refeições de restaurantes locais, numa só aplicação, deixando de ser necessário aceder a diversas apps para encontrar as diferentes opções”.

 

A Magnar funciona de forma rápida e intuitiva. De segunda a sexta-feira, o cliente só precisa de aceder à plataforma, escolher a refeição (que para já apenas inclui o prato principal) entre as ofertas dos restaurantes locais e fazer a respectiva encomenda e pagamento até às 11 horas da manhã. Depois é o próprio restaurante que se responsabiliza pela entrega, entre as 12 e 13 horas, do prato escolhido no local de trabalho.

 

Os custos das refeições é outra das vantagens apontada pelos criadores da Magnar. “Os preços são acessíveis e mais baratos do que os pratos que não são comprados através da aplicação, variando aqui entre os 4,50 e dez euros”. De momento, o projecto tem três restaurantes parceiros (comida típica portuguesa, comida típica africana e comida vegetariana), mas já há dois novos restaurantes para acrescentar à lista (um de comida indiana e outro de sushi).

 

Além das encomendas e entregas de almoços em escritórios, a aplicação permite que os restaurantes tenham acesso directo à plataforma de forma gratuita. “Os estabelecimentos parceiros podem personalizar a sua área de acção, gerir menus e encomendas, receber notificações das compras e um relatório completo dos pedidos dos clientes”, exemplifica Mário. “Esta vantagem também livra os restaurantes de terem que desenvolver as suas próprias apps, uma decisão que acaba muitas vezes por sair mais cara do que o esperado”, acrescenta Diogo.

 

Para já, o serviço apenas funciona no centro de Lisboa, mas em breve chegará a Oeiras e a outras cidades. “Esperamos espalhar a aplicação também para a Área Metropolitana de Lisboa e daqui a quatro meses para o Porto”, diz Mário. A expansão pode passar ainda por uma “oferta das entregas em casa” e por incluir extras (sobremesas e bebidas) aos menus oferecidos pela aplicação.

 

A aplicação soma “cerca de 200 registos desde que foi lançada” e está disponível para dispositivos Android e iOS.

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