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Auto-retrato de André Silva

Auto-retrato de André Silva

"A crise destrói, cada vez mais, os nossos sonhos" Daniela Alves

Daniela Alves

Moda

Black Thunder: uma marca com provocação

São t-shirts com ilustrações inquietas e frases de ordem com alguma provocação à mistura. André Silva é o designer que criou a marca de vestuário Black Thunder

Texto de Filipa Flores • 17/07/2012 - 15:58

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André Silva tem 22 anos, é licenciado em design de comunicação e decidiu aventurar-se pelo mundo da moda. Não como modelo, mas como designer. Criou a marca de vestuário Black Thunder em 2008. Na altura fazia ilustrações para algumas bandas. "Um dia tive a ideia de criar a minha própria marca com ilustrações da minha autoria", revela André Silva.

 

Aliás, uma das bandas que ouvia há quatro anos (os DoomRiders) tem um álbum e uma música com o nome "Black Thunder". Está tudo explicado.

 

O conceito da Black Thunder "não é novidade nos Estados Unidos ou no Reino Unido, por exemplo", mas o objectivo é que cá "seja algo inovador", explica.

 

A crise destrói

O designer quer fazer chegar a marca a um público mais alternativo. Trabalha de uma forma livre e com alguma provocação. Utiliza frases ou símbolos para passar uma mensagem de forma indirecta ou, por vezes, mais directa. "Criei um boné que diz 'Wasted Youth' e algumas pessoas podem achar que é uma mensagem negativa".

 

Mas o objectivo de André Silva passa por "criar um alerta, uma chamada de atenção para o facto de os jovens se sentirem perdidos neste país". E continua: "A crise destrói, cada vez mais, os nossos sonhos".

 

A preto e branco, com frases como "We never sleep" ou "Trust no one" e ilustrações inquietas, a Black Thunder foi desenvolvida para os jovens que vivem a vida fora dos padrões da sociedade. Actualmente, está "numa fase mais madura", mas sempre ligada ao conceito inicial.

 

André Silva pretende lançar colecções regularmente, mas "tudo depende como correrem as vendas desta colecção", observa. As pessoas têm recebido bem a Black Thunder, mas houve momentos complicados. "O mais difícil foi encontrar um fabricante em Portugal que fizesse o tipo de bonés que eu queria", algo que "só consegui encontrar nos Estados Unidos", o que tornou o processo mais lento e dispendioso.

 

As t-shirts são estampadas em serigrafia, em Lisboa com a ajuda de um amigo (Ricardo Avelino) que acompanha todo este processo de produção das peças. "Mas tenho em mente começar a produzir também algumas peças, já que sou um apaixonado pela serigrafia", conta André Silva.

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