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Inovação

Iguaneye: Parece, mas não estamos descalços

Este foi o projecto vencedor do 9.º Prémio Nacional de Indústrias Criativas e vai representar Portugal em Copenhaga

Texto de Ana Catarina Peixoto • 26/07/2017 - 09:59

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Para quem gosta de caminhar livremente, os sapatos podem ser a chave para o sucesso. Mas, e se houvesse um calçado tão confortável que desse a sensação de estarmos descalços? Olivier Taco, um designer francês a viver no Porto, tinha o sonho de criar uns sapatos assim e não desistiu até o conseguir concretizar.

 

Iguaneye é um calçado de borracha que se adapta a toddo o tipo de chão e é feito com uma dupla pele em elastómero (produtos à base de borracha), estando disponivel em várias cores e podendo depois ser personalizado ao gosto de cada um. Este projecto é desenvolvido no Parque para a Ciência e a Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC) e e está à venda online para todo o mundo, com distribuidores no Japão, Áustria, Noruega, República Checa e Irlanda.

 

"Quando o Verão chega, está muito calor e não dá para andar com sapatos fechados. Então, fui trabalhando vários protótipos para encontrar uma sandália que fosse o mais aberta possível mas, ao mesmo tempo, que também agarrasse o pé para fazer todo o tipo de movimento, como uma segunda pele”, explica Olivier ao P3.

 

Em 2009, no sul da França, Olivier começou a desenvolver a ideia e a reacção das pessoas que o viam caminhar com aquela proteção de pés incentivou-o a continuar o caminho. E, a partir daí, foi reduzindo o tecido até não dar mais: "Criei o primeiro modelo Iguaneye e depois também o cortei, ou seja, continuei a retirar material. O novo modelo está ainda mais perto do conceito de se andar descalço”, explica.

 

A ideia valeu o 1.º lugar no 9.º Prémio Nacional de Indústrias Criativas, a concorrer na categoria de Arquitectura e Artes Visuais. Além de receber 15 mil euros para aplicar no projecto, a Iguaneye vai representar Portugal na Creative Business Cup, que se realiza em Novembro, em Copenhaga, na Dinamarca, e elege o melhor empreendedor a nível mundial. Para o designer este prémio é o reconhecimento de uma longa jornada de trabalho: "O caminho é difícil, ainda mais se for feito sozinho, mas este prémio é o reconhecimento de todo o meu trabalho e é muito bom", considera.

 

O produto é feito totalmente no distrito do Porto, com as palmilhas que estão no sapato a serem fabricadas numa empresa da Trofa e o calçado em Vila Nova de Gaia. "Penso que esta foi uma das minhas vantagen, porque a Iguaneye tem uma implementação muito forte no Porto e acaba por participar na energia do tecido local das empresas”, explica Olivier.

 

A Iguaneye é destinada essencialmente a pessoas entre os 25 e os 45 anos que vivem em ambientes urbanos, mas o projecto não deixa ninguém de fora. Abrange, inclusive as crianças, com modelos criativos e modernos.

 

No futuro, o designer pretende lançar um novo produto e um novo conceito adequado ao Inverno, encontrar um grande distribuidor nos Estados Unidos e na Alemanha e investir mais na comunicação da marca. 

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