Albane e Luís apanham flores onde calha

autoria Francisca Gorjão Henriques

// data 21/03/2017 - 14:00

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Ouve-se um cão às vezes, ouvem-se os passarinhos a maior parte do tempo. O gato brinca com a borboleta amarela que sobrevoa as plantas do jardim. São tantas e tão variadas que nem dá para listar. Mas atentemos na glicínia que se entrelaçou ao pilar e foi por ali fora, e agora está a começar a dar cachos de flores roxas, ou na ameixeira que tem a idade da casa: nasceu na década de 1940. Albane e Luís (estão confortáveis só com os nomes próprios e dispensam os apelidos) vivem no bairro da Madre de Deus, na zona oriental de Lisboa, num quarteirão de casas de dois pisos. “Nós não comprámos a casa, comprámos o jardim que vinha com a casa. Gostámos particularmente de uns iris cor de vinho que nunca tínhamos visto em lado nenhum e ficámos apaixonados.” Está (quase) tudo dito sobre a importância das flores nas suas vidas. Dedicam-se a elas a tempo inteiro. Apanham-nas onde calha, juntam-nas em ramos exuberantes e delicados ao mesmo tempo. A KCKliKO só vende por encomenda, porque desperdiçar uma flor está fora de causa. Nenhuma é colhida sem uma intenção e um propósito. 

 

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