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Nuuk: estas jóias portuguesas querem conquistar o mundo

Tudo começou quase por brincadeira. A Nuuk é uma marca de jóias criada pela designer Joana Carvalho e pela sua mãe, Paula Paiva

Texto de Lusa • 21/11/2016 - 13:45

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A marca de jóias começou no Porto, quase por brincadeira, com a mãe desempregada e a filha a iniciar-se no design gráfico mas, em dois anos, "tudo cresceu" e as vendas no mercado internacional representam já 40% da facturação. Todas as peças da Nuuk são desenhadas por Joana Carvalho, de 27 anos, e feitas à mão por dois artesãos. Quanto ao resto, que é tudo o que uma empresa precisa, a jovem conta com uma sócia: Paula Paiva, a mãe, de 54 anos, que estava desempregada quanto a "aventura" começou, entre amigos e mercados de rua.

 

Este ano, a marca esteve no Portugal Fashion e na Moda Lisboa, estreou-se numa colecção masculina e Joana, que é "muito sonhadora", diz à Lusa que espera, um dia, abrir uma loja em "Nova Iorque ou São Francisco", nos Estados Unidos. "Ambiciono sempre coisas grandes", reconhece a jovem, apontando para Janeiro a abertura do primeiro "showroom" (espaço expositivo) no District, um novo centro empresarial do Porto. "Temos uma carteira de clientes fidelizada. Já perdemos vendas por não ter um espaço físico", justifica a designer.

 

Apesar dos novos projectos, Joana e Paula continuam a fazer tudo sozinhas: duas colecções por ano, vendas online, revenda para retalhistas internacionais, negociações com novos mercados e lidar com fabricantes e "stocks", sem deixarem de participar em feiras. As duas só não estão completamente isoladas porque, explica Joana, têm o apoio de Nelson Vieira, o produtor de moda responsável pelas produções fotográficas das colecções, com quem a jovem desenhou as primeiras peças para homem, lançadas em Outubro.

 

"Nunca pensei que fosse viver disto e que quisesse fazer isto para o resto da vida. Está cada vez mais sério", observa Joana. "Tudo foi crescendo de forma que não consigo explicar", acrescenta Paula Paiva, de 54 anos. A mãe assume-se como "muito realista" e, apesar dos resultados alcançados, não menospreza o "esforço". "É tudo à custa do nosso trabalho. Não tem sido fácil. Mas vivemos disto, as duas", descreve. Quando a marca começou, Paula estava desempregada, "sem perspectivas" e "tinha de fazer alguma coisa". "Começámos a fazer pulseiras e colares, em latão. Era tudo escolhido pela Joana e nós montávamos tudo. Era quase por brincadeira", explica.

 

A profissionalização chegou com os trabalhos em prata, que em Outubro de 2014 tiveram a primeira coleção, de 50 peças. Os contactos internacionais surgiram de imediato, nomeadamente com o Japão e, seis meses depois, as peças da Nuuk estavam num "showroom" em Paris. "Não estava nada a ver onde isto ia parar. Não tinha nada pensado, planos, nada", admite Joana. A jovem começou por fazer uma licenciatura e uma pós-graduação em Marketing e Publicidade, mas "não estava feliz". Seguiu-se um curso de design gráfico e a aposta na área da moda. "Como sempre quis trabalhar com moda, mas investir em roupa era impossível, porque é necessária mais disponibilidade financeira. Optamos pelas jóias", relata.

 

A inspiração da designer "vai surgindo" e tanto pode ser "música como arquitectura". Por agora, foram as formas geométricas, os anos 90 e o realizador Wes Anderson, já escolhido como "fio condutor" da colecção "quase pronta" para lançar em Março. "Cada colecção tem uma inspiração. Tenho um caderninho sempre comigo e vou pensando no que quero fazer. São seis meses em que vou mudando e alterando a colecção a partir do foco escolhido até chegar à colecção final", afirma.

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