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Com a Primetag, as imagens passam a "falar" com os leitores e deixam de ser apenas píxeis DR

Da equipa da Primetag fazem parte Luís Martins, Fabienne Pimenta, Daniel Cardoso e José Santos, além de Manuel e Paulo DR

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Primetag: este “software” transforma uma imagem num canal de venda

Jovens portugueses desenvolveram tecnologia que permite comprar produtos visualizados em imagens, sem recurso a pesquisa. A Primetag está no mercado há um mês e já tem parcerias com 10 mil marcas internacionais

Texto de Ana Maria Henriques • 07/05/2015 - 15:50

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Em blogues de moda ou sites de tendências, são muitas as imagens de produtos (roupa, acessórios ou consumíveis de beleza) que são partilhadas. Coordenadas entre si ou simplesmente introduzidas em publicações — patrocinadas ou não —, são imagens “completamente silenciosas”. Porquê? Porque não respondem às perguntas de potenciais compradores: o que é, qual o preço e onde se pode adquirir? Manuel Albuquerque e Paulo Gaspar perceberam que aqui poderia existir uma oportunidade de negócio e criaram a Primetag.

 

O conceito da Primetag é “transformar uma imagem num canal de venda”, explica resume Manuel, de 26 anos, ao P3. Este “software” elimina a necessidade de pesquisa sobre um produto ou a abertura de outras páginas e “corre em sites e pela Internet ‘às escondidas’”. Quando alguém visita um blogue ou site que utiliza a tecnologia de Manuel e Paulo (este último com 27 anos e doutorado em ciências de computadores), apercebe-se de que a imagem é interactiva. “Temos cinco formas para conseguir que a imagem tenha mais do que apenas píxeis”, diz o primeiro, chamando assim a atenção do leitor.

 

“A utilização de uma rede crescente de sites de influenciadores (‘bloggers’, actores, desportistas, etc.) é o ponto de partida para tudo funcionar”, esclarece. No momento em que um “blogger” decide fazer uma publicação com produtos, pode escolher consultar os catálogos que a Primetag disponibiliza, de forma gratuita, e utilizar uma imagem interactiva.

 

“Nós ficamos com uma taxa da venda ou do clique”, justifica Manuel, sublinhando o facto de este ser um “modelo diferente”. Para que isto aconteça é necessário que a empresa, recém-criada e incubada na Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (IEUA), estabeleça parcerias com marcas. Até agora já são mais de 10 mil as marcas internacionais, sobretudo de moda e beleza, com as quais têm relações comerciais. A partir de Junho, o foco vai estar nas marcas e no mercado portugueses.

 

O produto está no mercado, em versão beta, desde 1 de Abril e o “feedback” tem sido “excelente”, diz Manuel. “Com muito pouco investimento comercial conseguimos ter 300 registos no espaço de três semanas e meia”, continua. A taxa de conversão é de 22%: quer isto dizer que uma média de 22% das pessoas que vêem as imagens, clicam nelas. Na publicidade online tradicional, o valor médio praticado é de 0,6%. “Isto diz às marcas que se trata de um investimento em tráfico de alta qualidade. Trabalhar em publicidade com conversões tão altas é uma nova realidade”, entusiasma-se Manuel, formado em engenharia civil.

 

A família Primetag já cresceu — actualmente são sete os colaboradores, todos jovens e com formação em tecnologias da informação — e já existe uma equipa em Lisboa, no Startup Campus da Fábrica de Startups. “Estamos a criar uma forma de sustento nova para os ‘publishers’ que, além de não serem publicações patrocinadas, são altamente rentáveis”, acreditam os criadores da empresa. “É interessante percebermos que as pessoas detestam a publicidade online e que, de repente, passam a aplaudir um ‘software’ como este, diferente.”

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