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O site português que pôs meio mundo a trocar postais ilustrados

Há sete anos, Paulo Magalhães criou o Postcrossing. Mais de 16 milhões de postais foram trocados por todo o mundo e até a Holanda já homenageou o projecto com um selo

Texto de Ana Beatriz Saraiva • 09/04/2013 - 15:23

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“Março foi o melhor mês de sempre do Postcrossing: pela primeira vez, ultrapassámos o meio milhão de postais trocados num só mês”. Eis o melhor sinal de que o postal ilustrado está aí para as curvas. Pelo menos, entre os 400 mil utilizadores deste site criado por um português, Paulo Magalhães.

 

Espalhados por mais de duas centenas de países e responsáveis por mais de 16 milhões de postais trocados, perpetuam esta velha tradição pelo prazer da troca de imagens impressas e da escrita de mensagens pelo seu próprio punho.

 

"Num mundo de Twitter, Facebook e e-mail, fazem cada vez mais falta formas de comunicação com significado, que não sejam descartáveis, distantes", diz-nos Paulo Magalhães, fundador do Postcrossing. "Um postal é perfeito para isso”, acrescenta. ”É pessoal, íntimo, táctil. Alguém o escolheu, escreveu à mão uma mensagem só para ti, colocou um selo e depois enviou-o por correio". Magalhães, um engenheiro informático que “adora receber correio”, lançou o seu site em Julho de 2005 com o objectivo de ligar pessoas de culturas e opiniões diferentes através da troca de postais.

 

Uma janela para outro mundo

A ideia nasceu do gosto pessoal do português, actualmente a viver na Alemanha, de receber correio e postais em particular: "mensagens curtas e simples, ilustradas com uma imagem que mostra uma pequena janela para outro ponto do mundo", diz.

 

"É reconfortante receber correio de conhecidos, mas receber uma mensagem de uma pessoa aleatória, e de um país longínquo, ou de uma cidade de que nunca se ouviu falar, é mágico", sublinha, acrescentando que isso "transforma a caixa de correio numa caixinha de surpresas".

 

O processo é simples, gratuito, e está ao alcance de todos. O primeiro passo é o registo no site. Depois basta pedir a morada de outro utilizador, enviar-lhe um postal, e esperar que a troca comece. Por cada postal enviado, recebe-se um de volta. Cada vez que se recebe um, regista-se no site. Aqui, podem admirar-se os postais digitalizados e listá-los por países ou postcrossers. E há utilizadores de todo o género e idades. Há mesmo quem já tenha uma colecção de milhares de postais.

 

Lê o artigo completo no FUGAS

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