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Pedro Rosa é bailarino e já está habituado a fazer “coisas muito diferentes”

Pedro Rosa é bailarino e já está habituado a fazer “coisas muito diferentes”

O aluno não precisa de ter bicicleta: há uma Coluer Bahia 206 à disposição

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As semelhanças entre aprender a andar de bicicleta e a dançar

A "cultura das bicicletas" no Porto

Amanda Ribeiro

Pedro Rosa

Aulas

Pedro ensina adultos a andar de bicicleta como os põe a dançar

A mãe foi a primeira. Correu tão bem que o bailarino Pedro Rosa juntou mais uma alínea ao CV: ensinar adultos a andar de bicicleta

Texto de Amanda Ribeiro • 28/10/2012 - 15:07

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Fez da mãe cobaia, mas por uma boa causa. “Porque ela pediu muito!” Claro. Hoje, três, quatro meses depois, há pelo menos mais dez novos ciclistas na cidade do Porto. Culpa de Pedro Rosa, 29 anos, bailarino, coreógrafo, professor no Balleteatro e, agora, realizador de sonhos (de criança, para muitos) em "part-time".

 

Começou a ensinar adultos a andar de bicicleta ao concretizar o desejo da mãe, que “volta e meia” lá reavivava o assunto. Aproveitando uma temporada com menos trabalho, decidiu não adiar mais — “vamos a isso!” Assim foi. O que é certo é que “correu bem”, até porque aprender a andar de bicicleta não é, curiosamente, tão diferente de aprender a dançar. As dificuldades são semelhantes, têm a ver com “coordenação” e acumulação de tensão muscular.

 

Mãe é mãe, logo as lições terminaram com elogios e incentivos. “Como dou aulas [de dança] a adultos há muito tempo, tenho muita paciência. Ela gostou muito e sugeriu que devia ensinar mais pessoas.” Habituado a fazer “coisas muito diferentes”, uma prática recorrente — e inevitável — no meio artístico, Pedro atirou-se, sem freio, ao desafio.

 

Informou-se, estudou mais, criou o blogue "Aprender a Andar de Bicicleta!", a respectiva página no Facebook e um cartaz e entrou em contacto com Rui Pratas da Pedalnature, projecto que ensina adultos a andar de bicicleta principalmente na Grande Lisboa, para trocar algumas ideias — acabou por receber contactos de pessoas interessadas da zona Norte. “Tive logo cinco pessoas para dar aulas e foi uma experiência excelente.” Estava lançado à pista.

 

Seis aulas com tratamento personalizado

As aulas são individuais, têm cerca de uma hora de duração (com excepção da última) e têm o custo unitário de 20 euros. As primeiras realizam-se na Alameda Eça de Queirós, nas Antas, a última no Parque da Cidade. O aluno não precisa de ter bicicleta: há uma Coluer Bahia 206 com cestinho à disposição.

 

O programa abrange seis sessões: começa-se por aprender o equilíbrio, depois a pedalar e a travar, a arrancar com suavidade, e, por fim, já se fazem curvas, “oitos”, desvios, acelerações, mudam-se mudanças. Mas cada caso é um caso: um aluno já estava a andar praticamente sozinho na quarta aula.

 

Todos os passos têm a atenção máxima de Pedro Rosa. É um processo, aliás, “fisicamente desgastante”. “Por aula chego a correr três quilómetros e meio”, confessa. Mas vale a pena. “Não é tanto por uma questão monetária, mas pela vontade de fazer alguma coisa acontecer. Eu não dou aulas de bicicleta, nem de dança, de modo industrial. Se sentir que o estou a fazer, deixo de ter prazer e de poder transmiti-lo.”

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