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Finlândia

Nesta ilha, homem não entra

Está prestes a abrir uma ilha na Finlândia onde não é permitida a presença de homens. Mas a ideia não é consensual e já foi alvo de críticas

Texto de Ana Jorge Teixeira • 09/02/2018 - 13:11

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Chama-se SuperShe Island e o nome diz (quase) tudo: na costa da Finlândia, no mar Báltico, há uma ilha que os homens não vão poder frequentar. Kristina Roth é a responsável pelo novo destino turístico pensadao apenas para mulheres. Depois de férias em locais paradisíacos, Kristina apercebeu-se que o público feminino alterava o comportamento perante a presença de testosterona. A ilha SuperShe nasce para ser o espaço onde as mulheres podem relaxar, sem mais distracções.

 

"Quando vêem um homem bonito, as mulheres vão logo pôr batom", explicou, em declarações ao New York Post. Kristina revela querer as mulheres concentradas em próprias, livres de preocupações para agradar ao sexo oposto.

 

Na ilha vedada ao sexo masculino cabem 10 bungalows, um spa e actividades como culinária, fitness, ioga e meditação. A empresa diz que "as mulheres precisam de passar mais tempo umas com as outras" e que "estar de férias com os homens pode ser cansativo". Kristina esclarece que não odeia o sexo masculino. "Eu adoro homens", confessa. E, aliás, não nega a possibilidade de, no futuro, permitir que eles visitem a SuperShe.

 

As reservas para conhecer a ilha abrem em Julho e os custos ainda não foram determinados. Apesar de ser um destino para todas as mulheres, Kristina revela estar interessada num método de selecção, segundo o qual apenas o público feminino aprovado pelos membros da empresa estará autorizado a viajar.

 

No entanto, esta ilha já foi alvo de críticas. O Jezebel, um site de cariz feminista, não concorda com o conceito da SuperSheDefine a ilha como um "retiro de bem-estar caro e exclusivo que, após um exame mais atento, parece ser o cenário para um filme de terror muito escuro". Acrescenta ainda que "uma ilha sem homens é uma coisa boa para se pensar de vez em quando". "Ilhas sem homens devem ser um direito, não um privilégio caro."

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