Turismo

“Startups” portuguesas unem-se para modernizar hotéis pelo mundo

As empresas portuguesas B-Guest, Climber, Infraspeak, TeamOutLoud e VPS criaram o consórcio HotelUP através do qual pretendem modernizar o sector hoteleiro

Texto de Lusa • 30/09/2016 - 12:02

Distribuir

Imprimir

//

A A

As "startups" portuguesas B-Guest, Climber, Infraspeak, TeamOutLoud e VPS acabam de se juntar em consórcio e criar o HotelUp para modernizar o sector hoteleiro, contando com cinco milhões de financiamento e trabalhando com 189 hotéis.

 

Uma conversa entre os fundadores da Climber Hotel e da Infraspeak, há cerca de quatro meses, deu origem à ideia e agora o HotelUp já está de pé e promete "revolucionar o sector hoteleiro", como destacam no site. Em declarações à Lusa, o fundador da Climber Hotel e representante do consórcio, Mário Mouraz, explicou que o intuito do consórcio "é tirar partido de haver "startups" [empresas em início de actividade] em Portugal muito à frente do seu tempo e que já estão a ajudar hotéis", com "soluções tecnológicas que em conjunto permitem poupar tempo e custos, geram motivação de equipas e maiores receitas".

 

Ou seja, sempre que uma das cinco "startups" se apercebe que existe a necessidade de resolver um problema e se este puder ser resolvido com uma solução do consórcio, é então recomendada e utilizada a solução da "startup" ou das "startups" que permitem ultrapassar essa mesma lacuna. "Concordámos que era uma ideia excelente para o sector. Surgimos por sentirmos que havia necessidade de modernizar de forma transversal o sector hoteleiro, que continua a utilizar tecnologia ultrapassada", disse Mário Mouraz.

 

As cinco "'startups' contam no seu conjunto com 64 colaboradores, cinco milhões de financiamento e estão já presentes no Brasil, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos e agora Portugal. O objectivo "é escalar globalmente" para mais países, sendo que esta semana o consórcio esteve em prospecção em Macau e Hong Kong em busca de novas oportunidades. A partir de Janeiro juntam-se os mercados da Alemanha e França, segundo avançou Mário Mouraz.

 

Novas "startups" são bem-vindas

O consórcio trabalha com 189 hotéis de 56 grupos hoteleiros, como as redes Vila Galé, Pestana, Sheraton, Intercontinental, Bairro Alto Hotel, Discovery Hotel Management (DHM), entre outros. "Temos imensas ideias em cima da mesa e estamos abertos à entrada de novas 'startups'", disse.

 

As cinco "startups" juntaram-se com o objectivo de dar mais valor aos seus clientes através da venda conjunta e interligação entre os seus produtos, partilha de boas práticas e outras acções conjuntas que tragam visibilidade e eficiência para as empresas e clientes. Nesta "golden age" (idade do ouro), como diz o consórcio num documento, do sector hoteleiro mundial e em particular em Portugal, o excedente financeiro potenciado pelo aumento do volume de turistas (aumento da procura) e das receitas hoteleiras "dá uma oportunidade aos hoteleiros de investirem em novas tecnologias que valorizam ainda mais a sua oferta e tornem as suas operações mais eficientes".

 

Estas cinco "startups" oferecem diversas soluções. Entre elas a gestão de preços que ajuda hotéis independentes a maximizar a receita através de tarifas dinâmicas (Climber Hotel), a solução "web/mobile" que através de sensores permite aos hotéis centralizar toda a informação sobre a sua manutenção, aumentando a sua eficiência, a disponibilidade dos quartos e a satisfação dos clientes, reduzindo custos e burocracia em mais de 70% (Infraspeak).

 

Disponibilizam ainda uma plataforma de "marketing" digital que permite que os hotéis comuniquem com os seus hóspedes antes, durante e após as suas estadias, de forma automatizada e através de diversos canais, como o e-mail, SMS (mensagem) ou Facebook Messenger (B-Guest), uma aplicação social empresarial, com funcionalidades de uma rede social, como o "news feed", notificações, "posts" e uma ferramenta de reconhecimento entre colaboradores (TeamOutLoud), assim como serviços de gestão de energia que aliam a monitorização/controlo dos consumos numa plataforma proprietária à Reconversão Eficiente de grandes edifícios (Virtual Power Solutions (VPS)).

 

"Um cliente final antes de entrar num hotel pode fazer pedidos especiais. Pode dizer 'vou chegar e peço que me sirvam o jantar dentro de meia hora' ou posso fazer uma reserva de SPA", explica Mouraz. "Tudo automatizado, para optimizar a experiência". 

Voltar ao topo

|

Corrige
Eu acho que