Orienta-te Redes Sociais

Viagem

House Sitting: viajar pelo mundo a cuidar da casa dos outros

Em troca de alojamento, o viajante fica responsável por cuidar da casa – em especial dos animais – de alguém que está ausente. O House Sitting tem conquistado viajantes por todo o mundo, sobretudo pelo caráter alternativo e económico

Texto de Francisca Sottomayor /JPN • 18/03/2015 - 11:09

Distribuir

Imprimir

//

A A

O alojamento pode ser um obstáculo no percurso de muitos viajantes, sobretudo em países com um nível de vida mais elevado. Contornar estadias em hotéis e recorrer a alternativas low-cost é já imperativo para muitos. O House Sitting é uma dessas opções e funciona como uma “troca de favores”: os viajantes ficam encarregues de tratar de todas as necessidades de uma casa enquanto os anfitriões estão ausentes e, em troca, ficam hospedados sem qualquer custo.

 

Os protagonistas do blogue Vida Cigana, a que dão alma desde Setembro de 2014, explicam ao JPN que a grande vantagem é ter uma casa inteiramente à disposição. “A partir do momento em que os anfitriões viajam, a nossa rotina passa a ser idêntica à de um morador local. Quem viaja bastante tende a sentir falta de um espaço amplo para relaxar, trabalhar, uma cozinha equipada para fazer as próprias refeições. Este tipo de coisas, um hotel não consegue oferecer”, sublinham Carlos e Larissa, que deixaram o Rio de Janeiro, no Brasil, para atravessar a Nova Zelândia durante um ano, a praticar House Sitting.

 

Os viajantes e anfitriões interessados devem criar um perfil nos sites oficiais (TrustedHousesittersMindMyHouse, entre outros) e colocar os anúncios pretendidos. Assim como no Couchsurfing e no Workaway, a segurança é baseada num sistema de referências. O casal lembra ao JPN que um perfil completo e que demonstre carinho por animais tem mais hipóteses de ser escolhido pelos proprietários. “Fotografias, vídeos e depoimentos de amigos e colegas com quem já trabalhou são de grande ajuda”. Por vezes, há quem confunda o House Sitting com um serviço gratuito de mão-de-obra. Nestes casos, o casal rejeita a oferta. “Achamos que deve ser uma troca e procuramos fechar um acordo com aqueles que nos parecem felizes também pela experiência de nos receber e de nos proporcionar uma boa estadia, não apenas algo que se assemelhe a uma operação comercial”.

 

A rotina de um House Sitter

A liberdade de um House Sitter não se deve sobrepor à responsabilidade a que se comprometeu. Os cariocas contam que há algumas limitações devido à rotina dos animais, “mas nada que crie impeditivos”. Passeiam-nos, diariamente, 30 minutos ou uma hora e seguem a rotina de alimentação que já possuem. Os cuidados com a casa, ao contrário, não prendem muito. “Viver de House Sitting não é muito diferente da vida que levaríamos na nossa própria casa, ou se alugássemos uma por um tempo maior. Toda a manutenção que fazemos já é algo que temos incorporado na nossa rotina, mesmo que não estivéssemos a viajar”.

 

Dalana e Pete são mais experientes na área. O casal deixou o Canadá em inícios de 2011, depois de vender tudo o que tinha para viajar pelos quatro cantos do mundo. Dão vida ao blogue Hecktic Travels, que se tornou um dos mais famosos nos Estados Unidos, entre crónicas e fotografias que descrevem mais de 40 países. Hannah partiu à aventura em finais de 2011, depois de, à semelhança de Dalana e Pete, desfazer-se de tudo o que tinha e transformar isso em combustível para a viagem. A australiana, autora do blog Further Bound, já ganhou inúmeros prémios com a descrição das suas experiências em House Sitting.

 

Os protagonistas da Vida Cigana têm agora a limitação do visto da Nova Zelândia, que expira em Setembro de 2015. Contudo, querem continuar a explorar este mundo amplo e pouco conhecido que é o House Sitting. “Fez-nos ver que viajar pode ser extremamente barato e não gostaríamos de abrir mão disso agora. No entanto, ainda estamos a estudar que possibilidades temos para o futuro, tanto aqui como noutros países”.

Eu acho que

Pub

Videoclipe.pt

Media

Inspirada no Twitter e criada por um programador de 24 anos, a Mastodon é descentralizada e não tem publicidade. Não é a primeira plataforma do género

Olhar para o espelho e aceitar a...

Fotografia // A meio das escadas, Julieta observa as suas próteses. Uma doença rara chamada “...