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The New York Times mostra as encruzilhadas do estilo em Lisboa

O cenário vai da praça de Camões ao Terreiro do Paço e passa pela calçada e Fernando Pessoa

Texto de Luis J. Santos • 04/04/2014 - 17:51

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Na esplanada do Quiosque de Refresco da praça de Luís de Camões, Rui Palma, jovem estudante de teatro, dá o pontapé de saída para a "passerelle" alfacinha que se segue. "O Bairro Alto era um bairro de prostitutas e marinheiros", diz. É com esta introdução histórica ao bairro nocturno da capital que arranca o vídeo publicado pelo jornal norte-americano "The New York Times".

 

Integrado numa série dedicada ao "street style" por diferentes cidades do mundo ("Intersection"), o vídeo percorre o centro histórico da cidade, sob o mote cosmopolita e acompanhando diversas pessoas escolhidas pelos seus estilos e opções de vestimentas.

 

Em "Lisbon’s Stylish Crossroads" cada um vai falando das suas peças de roupa. Mas não é só a moda que prende o olhar: é que a "passerelle" é a cidade e cada detalhe do cenário surge em sublinhado monumental: praças, estátuas, Fernando Pessoa sentado na Brasileira, os desenhos das calçadas, a geometria da Baixa, da Rua Augusta vista do topo do arco, a Bica, os eléctricos, a praia do Cais das Colunas ou o pôr-do-sol sobre o rio com ponte e grua a cortar o horizonte.

 

Além de Rui - que se destaca pelo seu casaco "vintage" azul, t-shirt de designer português ou sapatos azuis comprados em Londres, que lhe fazem lembrar uma canção dos Velvet Underground - , as encruzilhadas do estilo passam por Ingrid Hestwes, uma "body piercer" que usa minissaia japonesa e mostra os seus "piercings" e tatuagens, Sebastião Albuquerque que é director criativo e mostra o seu estilo "cool", com casaco da avó que lhe "assenta bem" ou o barrete vermelho que tem "desde os 11 anos", ou Veerle Devos, uma jornalista e guia de viagens que brilha na sobriedade de uma gabardine de Paris com mala de Lisboa a condizer.

 

"É uma cidade muito colorida, vêem-se cores por todo o lado, é mágica", comenta Rui Palma. E, mesmo com o vídeo produzido em dia cinzento, é essa a imagem com que muitos dos leitores do NYT vão ficar.

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