Humans of New York, as histórias de gente comum agora em vídeo

autoria P3

// data 30/08/2017 - 13:30

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Mais de 18 milhões de pessoas seguem a página do Facebook de Brandon Stanton. Humans of New York arrancou em 2010, quando o fotógrafo decidiu percorrer as ruas da sua cidade com o objectivo de fotografar 10 mil nova iorquinos e, com esses retratos, criar um "catálogo dos habitantes da cidade". Mas, algures no caminho, o percurso foi mudando. Brandon Stanton percebeu que a câmara fotográfica não chegava e começou a fazer entrevistas às pessoas que retratava. No site publicava todos os dias uma fotografia acompanhada por frases ou uma pequena história daquela pessoa. E centenas, milhares, depois milhões, um pouco por todo o mundo, deixaram-se encantar pelas vidas comuns daquela gente. Humans of New York inspirou entretanto mais de vinte plataformas do género — incluindo um Humans of Porto e um Humans of Lisboa — e o fotógrafo publicou dois livros. Agora, o projecto dá um novo salto com o Humans of New York — the stories, uma "camada com mais profundidade" destas vidas anónimas. Nos últimos quatro anos, Brandon filmou 1200 entrevistas nas ruas, com a ajuda do director de fotografia Michael Crommett. Mas decidiu não as publicar de forma instantânea, como foi fazendo com as imagens e textos. "No coração de todas estas publicações estão as próprias conversas. Sinto-me muitas vezes comovido pelas pessoas que conheço. Fazem-me rir. Fazem-me pensar. E dou sempre o meu melhor para recriar a experiência através da fotografia e das palavras. Mas sempre soube que o vídeo daria uma sensação de proximidade ainda maior", explica numa publicação no Facebook. A série — que o Facebook vai passar no Watch, a sua nova plataforma que tenta fazer frente ao Netflix e ao YouTube — deverá ter 12 episódios e é uma viagem pelas tais 1200 entrevistas dos últimos quatro anos. E Brandon parece ter conseguido aquilo que queria: "O meu objectivo não era fazer um programa de televisão baseado no Humans of New York, queria um programa que fosse o Humans of New York." Aí está ele.

Eu acho que