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“13 Reasons Why” vai voltar em 2018

Segunda temporada da série mais tweetada do ano continua a história dos jovens e educadores afectados pelo suicídio de uma adolescente que deixou a sua história para trás.

Texto de Joana Amaral Cardoso • 08/05/2017 - 16:19

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O fenómeno da temporada Netflix, 13 Reasons Why – Por 13 Razões, vai mesmo ter uma segunda série, ultrapassando assim as fronteiras do livro de Jay Asher que lhe serve de base. A história da adolescente Hannah Baker e do seu suicídio, elogiada pela crítica e alvo de cautelas de pais e educadores no seu visionamento, só terá continuidade em 2018.

 

Há semanas que os rumores sobre uma segunda temporada da série juvenil, estreada no final de Março, percorriam o meio nos EUA. No domingo, órgãos de informação especializados como a Variety e a Hollywood Reporter citavam fontes que confirmam que haverá mais 13 episódios da série. A própria produção, através da sua conta no Twitter, formalizou o anúncio e o responsável pela coordenação do programa será o mesmo, Brian Yorkey.

 

O Netflix ainda não divulgou um comunicado com mais dados, mas a Hollywood Reporter cita já a descrição oficial da série: a nova temporada “continua na esteira da morte de Hannah Baker (Katherine Langford) e com o início da complexa viagem das personagens rumo à recuperação”. A mesma revista de Los Angeles falou há semanas com Yorkey, que indicava que “a história de Hannah ainda está inacabada. Ela é parte integrante de qualquer que seja o próximo capítulo da história e está bem no centro dela”.

 

13 Reasons Why é um best-seller juvenil que apresenta os motivos pelos quais uma adolescente de uma pequena cidade pôs fim à própria vida, envolvendo vários amigos, professores e pais na sua história através de flashbacks e gravações ouvidas a título póstumo. A série muda alguns detalhes fundamentais da narrativa, mas termina mais ou menos no ponto em que o livro deixa os seus personagens.

 

O seu autor, Jay Asher, já dava sinais há dias do seu agrado por ver a história que criou continuar noutro meio. “Pode explorar-se mais aquele mundo noutro meio e o livro continuará a poder ser ele próprio”, disse à Entertainment Weekly, admtindo que “gostaria de uma continuação de todas aquelas personagens”. Aliás, ponderou-o como um plano para um futuro livro – “pensei numa sequela a certa altura. Fiz umbrainstorm, mas decidi que não ia escrevê-lo. Por isso adoraria vê-lo" prosseguir na televisão.

 

A sua versão televisiva, protagonizada por Langford e Dylan Minnette ou Christian Navarro, entre outros, tornou-se também na série mais tweetada de 2017. Embora o serviço de streaming que a produz nunca divulgue dados de audiências, a sua popularidade (internacional) é palpável. Já a presença de cenas de violência e de teor sexual, dado o seu público alvo e protagonistas adolescentes, motivou tantas críticas quanto cautelas por parte do Netflix, que introduziu avisos antes de alguns episódios e criou um programa especial para discutir a temática da série, nomeadamente a prevenção do suicídio. A sua avaliação por espectadores e críticos é muito favorável, embora dividida no que toca à forma como retrata o suicídio.

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