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Quarta, 16 Mai 2012 • 23h41

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Lx Menina e Moça

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As oito actrizes foram escolhidas entre 300 candidatas e são, por opção, desconhecidas do grande público

Série "Lx Menina e Moça" quer combater a homofobia que ainda se sente na televisão

E quem seria o comprador ideal?

LGBT

“Lx Menina e Moça”, a série: quem vai comprar o “L Word” português?

O vídeo promocional já está cá fora, mas a primeira série LGBT portuguesa ainda não tem comprador

Texto de Amanda Ribeiro • 14/01/2012 - 11:17

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A película já está a rolar no projector. Ela empunha uma Super 8 que não é uma arma. Há uma miúda a comer estrelitas enquanto baloiça os pés, uma outra a fazer bolinhas de sabão na cama. Aquela dança sozinha no quarto. Será fácil equilibrarmo-nos em carris?

 

Elas são oito, oito mulheres que lidam com a sua homossexualidade de diferentes maneiras. Vivem em Lisboa, uma "cidade linda", e, por isso, palco central de "Lx Menina e Moça", confirmam Zara Pinto e Márcia Raposo, criadoras da série televisiva que ainda não tem data - ou local - de estreia. A "promo" (ver vídeo acima), realizada sem qualquer financiamento, foi apresentada na semana passada e deixou meio mundo a interrogar-se - "onde?", "quando?", "como?".

 

Ainda sem comprador

Os rumores que davam conta da exibição na TVI não passam disso mesmo. "Nunca aconteceu nenhuma conversa com a TVI", confirma Zara, a realizadora, que entretanto já andou a saltar entre os dois canais (ainda) públicos. "Na RTP1 disseram-me que a série tinha perfil para a 2; o director da RTP2 gostou do projecto, mas respondeu que não tinha financiamento para uma série do género, que o melhor seria falar com a 1. E eu fiquei confusa."

 

A série está planeada para 13 episódios. Dois já estão escritos, mas por agora resta procurar um comprador. Há algumas hipóteses em cima da mesa. A mais improvável é aparecer alguém "de pára-quedas com uma proposta maravilhosa". Zara tem já reuniões marcadas com um canal de televisão e com uma plataforma de Internet. Se nada correr bem agora, promete não desistir.

 

"Eu não tenho de fazer a série hoje ou amanhã. É um projecto pessoal que não vou abandonar porque nos diz muito e porque as pessoas têm reconhecido valor", salienta. "O comentário comum é 'já faz falta uma série assim'. As pessoas querem ver, independentemente de serem gays, lésbicas ou hetero", confirma Márcia, argumentista e também mentora do projecto. "Para nós é apenas uma série", acrescenta Zara. "Se possível, com o tempo, gostávamos que as pessoas abandonassem a ideia de 'estamos a ver uma série LGBT'. Portugal precisa de séries que digam alguma coisa aos jovens."

 

O "L Word" português?

Tal como muitas ideias, tudo começou num jantar há já quase três anos. Zara, inspirada por uma "situação", decidiu escrever sobre o que se tinha passado e mostrou o texto à amiga de longa data. A reacção foi um desafio: "E porque não fazer uma série a partir disto?" As primeiras personagens foram rabiscadas no toalha de papel de um restaurante. 

 

Seis meses depois, Zara partia para a Universidade de Austin, no Texas, para usufruir de uma bolsa de seis meses, recebida, em 2010, no âmbito do Grande Prémio Zon Multimédia, que distinguiu a sua curta-metragem "Romeu e Julieta - O Musical". Foi com cinco episódios da hipotética série escritos; regressou e, seguindo os conselhos de um professor que trabalhara na HBO, reestruturou muita coisa. "Cheguei e começámos a trabalhar nessas falhas para que a série pudesse [alcançar qualidade para] interessar lá fora." A internacionalização é uma possibilidade desde o início, reflectida também na escolha das actrizes - Filipa é ruiva, Mia é asiática. E não só: "É sobre isto que a série fala. Sobre diversidade, sobre ser diferente", enfatiza Márcia.

 

A badalada série "L Word" é, claro, uma referência "inevitável", mas aqui a realidade é outra, a sociedade é diferente. "O 'L Word' começa com a Bette a dizer à Tina 'let's make a baby'. Em Portugal tem de se ir mais atrás. Cá nem temos legislação adaptada [à inseminação artifical]; se fossemos por aí iríamos fazer uma série futurista".

 

E porquê só sobre mulheres? "Porque eu não sei escrever sobre homens", responde, prontamente, Zara. Márcia apazigua: "Vamos ter uma personagem, homem, representativo da comunidade gay. Mas é natural que se torne mais fácil para nós escrever sobre mulheres, para mulheres." Não é a história delas, não é uma série biográfica, mas tem muito delas, das amigas e, claro, de Lisboa. 

Comentários

    Addriene (não registado)

    12/05/2012 - 05:54

    As prioridades da humanidade deveriam passar para além dos lucros e extender-se às soluções “verdes” que permitiriam uma diminuição dos efeitos globais que já se notam, nomeadamente a nível do degelo no Ártico, uma vez que é possível conciliar ambas as perspectivas numa solução mais ecológica e economicamente viável. buy car insurance online insurance auto

    Char (não registado)

    28/04/2012 - 05:48

    luís: elas virão… mas a minha prioridade para já não é estabelecer ou levantar o véu sobre os acontecimentos do 9/11. Aquilo que pretendo para já é listar e debater as anomalias da versão oficial. A conclusão… tira-la-ei depois, tentando distanciar sempre de juízos pré-concebidos e recorrendo à ajuda dos vossos comentários.rantanplan: lá chegaremos! É uma excelente e intrigante pergunta, que para já não se concilia com os fortes indícios de que aquilo que embateu no Pentágono não foi um avião. Essa questão será debatida mais tarde.kaffa: bem… a tese de Allah permitiria explicar o misterioso desaparecimento do Boeing… viagra acyclovir

    Aundre (não registado)

    11/04/2012 - 02:30

    vimaranes, se eu te contar a história da minha tentativa para ser sócio, não sei se vais rir se chorar: mandei um mail a pedir a proposta, com morada; uma semana depois não recebi carta nem resposta ao mail; telefonei; não tinham recebido o mail; dei a morada pelo telefone; já passaram semanas e nada. Até hoje. Os números são óptimos, mas podiam ser melhores se tudo funcionasse de uma forma mais profissional. A Zona Sócio do site não funciona porquê, por exemplo?Acho que vou mandar uma carta a pedir a proposta. Registada e com aviso de recepção... car insurance auto insurance

    Austin (não registado)

    09/04/2012 - 01:33

    Fala, Adriano.Achei seus coment rios sobre o Go Daddy pois, estou na busca de um sovdirer dedicado para o meu blog. Ele tem um tr fego um tanto pesado, algo cerca de 1.100.000 views m s. Atualmente estou hospedado em um compartilhado no uol, por m os dedicados do UOL tem pre os que n o chegam nem pr ximos do Go Daddy. Por m, voc diz que teve problemas com o carregamento dos sites, com presen a de lentid o. Dentro da sua experi ncia com o Go Daddy, sabe me dizer se ocorre o mesmo nos sovdireres dedicados?Caso possa me responder, agrade o imensamente.Obrigado.

    Anónimo (não registado)

    16/01/2012 - 17:04

    acho uma ótima ideia! a qualidade de TV em Portugal é praticamente inexistente! onde é que num outro pais todos os canais nacionais emitem o telejornal a mesma hora? Só mesmo em Portugal! Onde só passam novelas e programas repetidos sem "conteudo" e filmes a horas nao permissivas mesmo ao fim de semana...só em Portugal! pelos vistos o povinho quer é ver o preco certo! enfim

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