Orienta-te Redes Sociais

Nuno Markl usa o Netflix desde 2013 Miguel Manso

Por cá

Em Portugal, não teremos "House of Cards", mas teremos, ao contrário do que foi inicialmente anunciado, "Orange Is The New Black", a série sensação da Netflix, recorrentemente nomeada para os Emmys – ainda este ano, Uzo Aduba venceu na categoria de Melhor Actriz Secundária. "Narcos", a série protagonizada pelo brasileiro Wagner Moura sobre o traficante Pablo Escobar, "Sense8" ou as sagas das Marvel, "Demolidor" ou "Jessica Jones" (estreia em Novembro), são outras das ofertas do serviço de "streaming", cujo catálogo se estende aos filmes.

Em Portugal, o plano base (um ecrã em SD) tem o preço de 7,99 euros por mês, estando ainda disponíveis o plano "standard" (dois ecrãs em HD) por 9,99 euros e o plano "premium" (quatro ecrãs em Ultra HD 4K) por 11,99 euros. Com o plano mais simples, a factura sobe assim para 53,98 euros na Meo e na Nos (55,98 ou 57,98 nos planos mais caros) e 43,89 euros na Vodafone (45,89 ou 47,89). Agora é escolher e fazer as contas.

Sabe mais no PÚBLICO

Entrevista

Nuno Markl: “O Netflix faz de nós directores de programas”

Os espectadores portugueses vão poder ver as séries e os filmes que quiserem, quando quiserem e em vários ecrãs. “É o fim da televisão tradicional”, diz o humorista ao PÚBLICO

Texto de Beatriz Dias Coelho • 19/10/2015 - 13:40

Distribuir

Imprimir

//

A A

Nuno Markl é um confesso utilizador do serviço que pode mudar a forma como vemos televisão e que chega quarta-feira a Portugal – o Netflix. A relação de Nuno Markl com o Netflix começou há algum tempo – foi em 2013 que publicou na sua página de Facebook um guia sobre como ter o serviço em Portugal “e ser mais feliz”. “Tudo o que lia na Internet levava-me a crer que estava ali uma revolução, e como 'geek' incorrigível e fã de cinema e televisão, senti que tinha de experimentar”, explica.

 

A impaciência levou-o a configurar uma VPN (Rede Privada Virtual) para mascarar a sua localização, perimitindo ao sistema assumir que está em território norte-americano. Depois, criou uma conta no Netflix e por poucos euros por mês começou a usar o serviço. “Subscrevi o Netflix americano dessa forma meio enviesada e fiquei fã: aquilo é, de facto, uma revolução.” Agora, desactivou essa conta para poder criar uma no Netflix português, assim que o serviço arranque oficialmente por cá – já nesta quarta-feira, dia 21.

 

O Netflix tem-lhe dado horas e horas de entretenimento. A grande vantagem é que o serviço “faz de nós os nossos próprios directores de programas: construímos a nossa grelha, vemos as coisas ao nosso ritmo”. “Se um dia nos passar pela cabeça fazer uma maratona e ver uma série inteira do primeiro ao último episódio sem interrupções, vemos!”

 

Novo canal para os criadores portugueses 

Mas o Netflix é também uma produtora, que está por trás de séries populares como "House of Cards" (emitida no TVSéries ao ritmo dos Estados Unidos; a SIC transmite actualmente apenas a segunda temporada) ou "Orange Is The New Black" (a passar no Netflix).

 

Markl mostra-se muito entusiasmado com essa faceta: “O caso do 'Unbreakble Kimmy Schmidt' é um exemplo perfeito: a Tina Fey propôs a série à NBC depois do '30 Rock' ('Rockefeller 30'), a NBC rejeitou-a por achar que era uma série demasiado estranha e o Netflix abraçou o projecto. Esse trabalho de alternativa profunda às televisões, mesmo nesta parte de financiamento e produção de projectos, é fantástico”.

 

O entusiasmo cresce ao falar da possibilidade de o Netflix vir também a produzir conteúdos por cá: “Pode ser genuinamente um novo canal para os criadores encaminharem projectos que não tenham lugar nos canais tradicionais”.

 

Mas o Netflix também tem pontos fracos, aponta. Markl lamenta que o serviço não passe as séries da HBO. Quanto ao facto de o catálogo do Netflix português ser mais reduzido do que o americano, não se mostra preocupado. “Dado que o meu tempo é cada vez mais curto, acho que me ficarei alegremente pelo português”, confessa.

 

Por tudo isto, não hesita em dizer aos portugueses potenciais utilizadores do serviço para avançarem e não protestarem contra o preço. “Isto parece publicidade, mas a verdade é que o Netflix é uma alternativa válida e barata à pirataria. Está-se a pagar um serviço e o trabalho dos criadores de conteúdos e a estimular-se a produção de mais conteúdos com uma assinatura mensal baixa. Parece-me justíssimo”.

Eu acho que

Pub

Videoclipe.pt

Fotografia

Antropólogo apaixonado por fotografia tem milhares de imagens de lugares abandonados, entre Portugal e outros países. Agora, o seu "Proj3ct Urbex" está num...

Mariana ajuda-te a organizar a casa...

The White Room // Mariana Vidal deixou a indústria da moda para se tornar organizadora de espaços...