Festival

Fatboy Slim no Nos Primavera Sound: é grátis e é nos Aliados

DJ e produtor inglês vai actuar na Avenida dos Aliados a 6 de Junho, na véspera do arranque do festival no Parque da Cidade, no Porto. Prevê-se um festival esgotado, com novidades no recinto. E também já são conhecidos os horários (na app oficial)

Texto de Amílcar Correia e Renata Monteiro created; ?> •


O festival Nos Primavera Sound vai começar mais cedo. A grande novidade que ressaltou da conferência de imprensa desta quarta-feira, dia 16 de Maio, que teve lugar no Parque da Cidade, foi a antecipação do início desta edição com um concerto inesperado de Fatboy Slim. O DJ vai actuar na quarta-feira, dia 6 de Junho, na véspera do arranque do festival no parque, num concerto gratuito na Avenida dos Aliados, no centro da cidade do Porto.

 

"Este ano consideramos que vai haver Primavera da Avenida", afirmou Ricardo Valente, vereador com o pelouro da Economia, Turismo e Comércio. Ao que José Barreiros, director do festival, acrescentou: "O festival já atingiu essa dimensão, vamos para os Aliados.” 

 

Fatboy Slim já actuou algumas vezes em Portugal, desde as discotecas LuxFrágil, em Lisboa, e Pacha Ofir, em Esposende, até ao festival Super Bock Super Rock, mas a dimensão deste espectáculo é incomparável com outras actuações do autor de Praise you e Righ Here, Right Now. Estes foram dois dos maiores êxitos de uma electrónica hipnótica que popularizou o que ficou conhecida como big beat na década de 90.

 

A organização do Nos Primavera Sound espera que o músico, DJ e produtor inglês — vencedor de 10 prémios MTV e dois Brit Awards — encha os Aliados e antecipe a festa de três dias que se irá seguir, com um espectáculo sonoro e visual encenado para grandes palcos. Embora tenha sido um dos expoentes da electrónica da década de 90, Fatboy Slim começou anos antes, nos The Housemartins, celebrizados pelo sucesso de Caravan of Love.

 

Norman Cook, o seu verdadeiro nome, foi o instrumentista da banda de Hull que mais de destacou após a despedida do grupo. Cook criou vários projectos como os Beats International ou os The Brighton Port Authority, assinou remisturas de temas de bandas como os Cornershop, Beastie Boys ou A Tribe Called Quest, colaborou com David Byrne no álbum conceptual Here Lies Love, mas foi com o heterónimo Fatboy Slim e nas pistas de dança que se impôs musicalmente. O último lançamento do músico, em Fevereiro passado, foi a edição do 20.º aniversário do disco Come a Long Way Baby, cujo invólucro era uma caixa de pizza.

 

Novos palcos, novos sons

Uma das novidades do recinto deste ano é a existência de novos palcos e, quem sabe, novas circulações. Ao palco NOS junta-se o Seat, à entrada do recinto, onde antes se localizava a tenda Pitchfork. É este agora o "palco dois do festival", para que os principais concertos não decorram lado a lado e "as pessoas possam circular e distribuírem-se melhor". O palco Super Bock mantém-se no mesmo sítio, enquanto o Pitchfork passa para o local onde, no ano passado, se localizava o Porto.. "Se calhar em sete anos é o ano em que mais mudamos o desenho do recinto", conclui José Barreiros. E logo no primeiro dia, quatro estarão a funcionar.

 

Foram também criados dois novos palcos. Um deles, o Bits, é um pavilhão indoor que convida a "experiências sensoriais". Por ele irá passar, por exemplo, a 8 de Junho, o projecto sonoro Liminal Soundbath dos islandeses Sigur Rós. Alba Farelo, mais conhecida por Bad Gyal,  a "voz da geração do twerk e do dancehall", será outra das actuações.

 

Já do irmão mais velho de Barcelona vem um novo espaço, o palco Primavera Radio. Todas as noites, das 2h às 4h, um DJ irá passar "hits de toda a vida" — "canções e não electrónica", para agradar àqueles que se lamentavam que no final dos concertos não houvesse outras opções. DJ Coco, na quinta-feira, Indiespot DJ, na sexta-feira, e DJ Kitten, no sábado, serão os mestres da cerimónia indie.

 

A edição deste ano do Nos Primavera Sound, para quem ainda não o saiba, vai reunir no Parque da Cidade do Porto, de 7 a 9 de Junho, artistas e bandas como Nick Cave (pela segunda vez), Lorde, Tyler, The Creator, A$Ap Rocky, The Breeders, Arca, War on Drugs, Father John Misty e a eloquente surpresa que é a música inocente e vibrante dos Yellow Days. Um cartaz, fruto de um aumento do investimento de 25%, que, nas palavras de José Barreiros, "vai provocar muitas emoções". Quem quiser saber horários e distribuição por palcos pode, para já, consultar a app oficial do festival.  

 

Os passes gerais estão esgotados e os bilhetes diários para sábado, dia em que actua Nick Cave, também vão pelo mesmo caminho. Esperam-se 30 mil pessoas por dia, a lotação máxima do recinto. Um Primavera a dar frutos, portanto.