Desporto

Pedalar sobre a água numa bicicleta eléctrica? Sim, é possível

A Hydrofoiler XE-1 imita, dentro de água, "a experiência de andar de bicicleta" e vai ser apresentada na Nova Zelândia

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Depois de dormir, confortável, na água, agora também podes levar uma bicicleta eléctrica para mergulhos em rios, lagos e mares. A Manta5 Hydrofoil Bike é uma bicicleta com uma estrutura de elevação em fibra de carbono (hydrofoil), que a ergue da água, tornando possível pedalar. Pesa cerca de 20 quilogramas e pode ser desmontada de modo a caber na mala do carro. Tal como outras bicicletas eléctricas, os condutores podem alternar a quantidade de energia que usam, consoante queiram “exercitar-se” ou “apreciar a paisagem”, lê-se no comunicado que apresenta o produto. O protótipo tem autonomia para uma hora e atinge uma velocidade de 20 quilómetros por hora, que a equipa pretende aumentar.

 

O objectivo da equipa — liderada pelo neozelandês Guy Howard-Willis, e por Roland Alonzo, designer especializado em bicicletas — é “replicar, dentro de água, a experiência de andar de bicicleta”. “O sentimento de conduzir a Hydrofoiler XE-1 é inigualável. Sem estradas ou trânsito, o motor eléctrico é silencioso, sem interromper a tranquilidade natural”, dizem.

 

Se o condutor parar de pedalar, a bicicleta submerge (até ao nível do peito), mas é possível voltar a pô-la a funcionar mesmo debaixo de água — é o primeiro modelo a introduzir esta característica, garantem. Os criadores dizem que basta saber andar de bicicleta e nadar para conseguir usar a XE-1. No entanto, na primeira vez, é provável que tenhas de fazer várias tentativas para te aguentares em cima dela.

 

O protótipo mais recente, o Proto6, ganhou o Ouro na categoria de Conceito, nos prémios de design Best, da Nova Zelândia. A bicicleta está em fase de comercialização, vai ser apresentada ao público em Novembro e fica disponível para pré-venda a partir do final de 2017 ou início de 2018. Se as pré-vendas forem “bem-sucedidas”, a empresa vai trabalhar com investidores internacionais para vender o produto fora da Nova Zelândia. O preço vai ser conhecido em Novembro, adianta o mesmo comunicado, e será semelhante aos de “outros equipamentos de qualidade para desportos aquáticos”.