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Invenção

Hearbo: o robô "português" com super-audição

A invenção foi desenvolvida durante a tese de doutoramento e dois estágios do investigador João Lobato Oliveira no Japão

Texto de Liliana Pinho/JPN • 14/12/2012 - 13:41

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O nome diz tudo: HEAR-ing roBOt. O Hearbo foi criado para compreender o som e agora parece estar realmente no seu mundo. Gosta de dançar, distingue as batidas musicais dos restantes sons, responde a comandos por voz e funciona quase como uma jukebox.

 

O Hearbo nasceu no Honda Research Institute-Japão (HRI-JP), fruto da tese de doutoramento e de dois estágios de João Lobato Oliveira, investigador do INESC TEC e aluno da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). O objetivo deste robô com super audição é compreender o mundo do som, um campo que já lhe é familiar.

 

O termo técnico é Análise do Cenário Computacional Auditivo, mas a prática soa muito melhor. Basicamente, no meio da infinidade de sons que ouvimos no dia-a-dia, o Hearbo consegue distinguir claramente o som da música — ou melhor dizendo, as batidas musicais. Para além disso, ainda dança, põe música e responde a ordens dadas pela voz humana — sempre simpático e atencioso: "Ok" e "Can you please say it again" são algumas das frases no seu vocabulário.

 

Eliminar o ruído do seu próprio "coração"

João Lobato foi quem desenvolveu e integrou o detector de batidas musicais e criou um algoritmo de geração de movimentos de dança sincronizada com a batida, em tempo real. O investigador explica que "o grande destaque do que foi desenvolvido está na capacidade de o robô ouvir e perceber a batida musical de estímulos musicais contínuos, ao vivo, enquanto simultaneamente consegue interagir verbalmente com um humano e contornar os elevados níveis de ruído gerados pelos motores do robô durante a dança".

 

O ruído que o próprio Hearbo faz, ao mover-se, também foi um problema com o qual tiveram de lidar, já que distorcia o som que ele tentava ouvir. A ideia é replicar os filtros humanos, que também filtram o som da pulsação. O ruído interno é agora subtraído em tempo real e esta foi mais uma etapa bem sucedida. Agora, além dos seus motores, o Hearbo ouve nitidamente o que se passa à sua volta.

 

O robô bombeiro e o robô mordomo

Os "super-ouvidos" do Hearbo conseguem ainda separar os sons e analisá-los individualmente. Esta realidade possibilita um leque alargado em termos de aplicações reais. Em casa, um robô-mordomo consegue distinguir o som da campainha por entre o som da televisão ou das crianças a gritar. Num cenário de catástrofe natural, pode existir a possibilidade de um robô poder detectar e filtrar os sons de lamentos humanos.

 

O pequeno robô dançarino foi desenvolvido no Honda Research Institute-Japan, em colaboração com o INESC TEC e o Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência de Computadores (LIACC).

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