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Notícia da morte de Vasco Granja ressuscitou três anos depois

A notícia da morte do apresentador Vasco Granja, em Maio de 2009, começou a circular no fim-de-semana como sendo actual e rapidamente se tornou viral

Texto de Cláudia Carvalho • 07/05/2012 - 15:31

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Uma das notícias mais lidas nesta segunda-feira no PÚBLICO online tem três anos: a morte do apresentador Vasco Granja, em Maio de 2009, começou a circular no fim-de-semana como sendo actual e rapidamente se tornou viral.

 

Um fenómeno só possível graças ao potencial de partilha das redes sociais, como o Facebook. O próprio semanário Expresso, na sua edição online, fez uma notícia como se a morte tivesse ocorrido agora, citando o PÚBLICO de 2009. Mais tarde, e detectado o erro, o Expresso apagou a notícia, mas já era tarde de mais. O erro tornou-se ele próprio motivo de partilha nas redes sociais.

 

“Quem estava de serviço errou e por isso, sendo um engano, a notícia foi retirada”, disse ao PÚBLICO Anabela Natário, coordenadora do site do Expresso, sem adiantar mais detalhes. Ou seja, o Expresso apagou a notícia errada, mas houve quem tivesse guardado uma imagem dela e a tenha levado até ao Facebook. O erro tornou-se ele próprio motivo de partilha.

 

A ressureição de notícias antigas em sites noticiosos já criou embaraços a muitos jornais, que foram obrigados a alertar os leitores para o facto de que o que estavam a ler era antigo. Neste caso, a confusão começou porque o título da notícia reapareceu no site do PÚBLICO, na zona reservada às notícias partilhadas e recomendadas no Facebook.

 

Quem no último fim-de-semana entrou na homepage do PÚBLICO, sem estar autenticado no Facebook, deparava-se com a informação de que mais de 1900 pessoas tinham recomendado a notícia da morte de Vasco Granja. A data original do artigo não era visível e isso terá sido o suficiente para levar alguns leitores ao engano: quem não acedesse à notícia – e não soubesse que o popular apresentador e divulgador de banda desenhada e do cinema de animação já tinha morrido –, poderia pensar que se trataria de uma informação actual.

 

A popularidade do apresentador pode ter ajudado a difundir ainda mais o artigo nas redes sociais.

 

O PÚBLICO está, entretanto, a avaliar as medidas possíveis para evitar que na zona reservada às notícias partilhadas e recomendadas no Facebook sejam exibidas notícias que tenham mais de 30 dias.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

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