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Eutanásia: um amigo de duas patas

autoria Maksim Sarychau

// data 10/04/2015 - 11:57

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Foi em Março de 2013 que os habitantes de uma zona residencial nos arredores de Minsk, na Bielorrússia, alertaram uma associação de protecção e apoio ao animal para prestar auxílio a um cão que há duas semanas se arrastava na neve com duas patas e a cauda gravemente feridas. A caminho do veterinário, Lloyd, o cão, tentou levantar-se apoiado nas duas patas que lhe restavam e os voluntários, que pensavam eutanasiá-lo, decidiram dar-lhe a oportunidade de viver. "Ninguém sabe como é que este cão perdeu as duas patas: uma à frente e outra atrás. Talvez tenha sido atropelado por um comboio, talvez tenha sido vítima de um 'carniceiro'", disse o fotógrafo bielorrusso Maksim Sarychau ao P3. Após a amputação das patas e da cauda, Lloyd atravessou uma fase de recuperação que durou cerca de um ano e que o manteve num estado de evidente debilidade: cansava-se muito rapidamente, sentava-se para que Olga e Igor, os dois voluntários que o tratavam, o transportassem no colo. Dado os elevados custos dos tratamentos médicos, foi lançada uma campanha para recolha de fundos nas redes sociais, que suscitou uma enorme controvérsia. As opiniões dividiam-se. "Quem irá querer levá-lo para casa e mantê-lo para o resto da vida?", "Vocês têm de eutanasiá-lo", "Quando é que um animal perde o direito à vida?", "Eu não quereria viver assim", "A minha fé na humanidade está a regressar", "Seria muito melhor se vocês ajudassem pessoas". Lloyd foi adoptado pouco depois desta polémica e Maksim continuou a fotografá-lo. "Fala-se muito de crueldade animal na região da ex-União Soviética. Provavelmente está ligado a um nível baixo de escolaridade e de condições de vida, não sei. Parece que os animais só são nossos amigos nos livros, não na vida real." O fotógrafo acredita que Lloyd é um cão absolutamente saudável. "Ele comunica e aprecia o tempo que passa junto de outros animais e não revela qualquer problema. Acho que é um cão saudável, física e psicologicamente. Durante o tratamento, ele mostrou uma grande vontade de viver." Na Bielorrússia, não existem serviços governamentais para o apoio aos animais errantes, as entidades sanitárias limitam-se a recolher e a abater os animais.

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