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A nova plataforma é direccionada para quem procura emprego ou um serviço profissional Kim Hong-Ji/Reuters

O "Ao Dispor" é gratuito — "sem complicações nem intermediários"

Emprego

"Ao Dispor" é uma plataforma para quem precisa de emprego ou de um serviço

"Ao Dispor" é uma plataforma gratuita destinada à procura e oferta de serviços. O objectivo é combater a crise em Portugal — mas ajudar os países vizinhos também está nos planos

Texto de Daniel Cerejo / JPN • 01/12/2014 - 13:48

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Há já alguns anos que Ricardo Pinho tinha a ideia na cabeça, mas foi o embravecimento da crise económica e financeira em Portugal a dar o "empurrãozinho" de que precisava. A partir de agora há uma página gratuita na Internet "Ao Dispor" de quem procura um emprego ou os serviços de algum profissional.

 

"As pessoas candidatam-se a empresas, só que as empresas não têm vagas para eles. E eu fico sempre com a impressão de que existem pessoas com profissões que podem ser exercidas directamente com os clientes, em vez de precisarem de esperar pelas empresas. Foi com esta ideia que criei o 'Ao Dispor', para convidar as pessoas a terem um espaço na Internet onde podem escrever o seu perfil com as actividades que desempenham, e que os clientes que estejam à procura delas requisitem esses serviços de uma forma directa", explica Ricardo Pinho ao JPN.

 

Podes questionar: "Mas isso não é muito parecido com o LinkedIn?". "O 'Ao Dispor' não é o LinkedIn. É para profissionais, mas para que exista um diálogo directo com os clientes e seja contratado imediatamente um serviço. Não é tanto para expor um currículo", esclarece o fundador do site, formado em Cinema na Escola Superior Artística do Porto e em Psicologia Clínica na Universidade do Porto.

 

"Ao Dispor" dos info-excluídos

Com estas características, aliadas a um design minimalista e simples, com funções intuitivas, a página quer ajudar, sobretudo, as pessoas mais info-excluídas, com profissões, ainda assim, bastante importantes na sociedade, como é o caso de electricistas ou canalizadores.  "Tem-me preocupado, desde o primeiro dia, a integração profissional das nossas gerações mais velhas e das pessoas que nunca tiveram oportunidade de usar um computador. Daí a simplicidade da interface, com um botão muito grande, verde, para aceitar o serviço, e um botão muito grande, vermelho, para rejeitar o serviço", afirma Ricardo Pinho.

 

Esta tarefa, de tornar o site simples de utilizar, coube ao "génio informático" André Lamelas, outro dos elementos da equipa, neste caso proveniente da Faculdade de Engenharia da UP (FEUP). O trio fica completo com Francisco Cardoso, que "tem estado no terreno, junto das pessoas info-excluídas, a tentar perceber como facilitar a utilização do 'Ao Dispor'".

 

Desta forma, importa ainda referir que o site, na óptica de quem procura um serviço, está intuitivamente organizado. Quando um cliente quer contratar um profissional, tem acesso à agenda dele, a fim de informar-se da disponibilidade do mesmo. "Um cliente só tem de seleccionar um bloco de horário livre, a branco (os blocos a vermelho listados já foram marcados por outros clientes), e iniciar uma marcação. Aparecerá uma janela de conversação, e quando o profissional aceitar o pedido do cliente, fica então marcado", pode ler-se na página da plataforma.

 

O "Ao Dispor" já está a preparar uma versão em espanhol do site, até por causa das "várias visitas de Espanha" que tem recebido. Na verdade, ajudar a combater a crise que assola outros países europeus não está fora de questão. "Imagine-se o orgulho que seria podermos ajudar não só Portugal, mas também Espanha, Itália...", equaciona Ricardo Pinho.

Eu acho que

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