Ter identidade masculina ou feminina é ter preconceito

autoria P3

// data 22/06/2017 - 08:31

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Quando se fala de "identidade de género não-binária", fala-se da ausência de identidade de género clássico, feminino ou masculino. A jovem fotógrafa Laurence Philomene não se define como homem ou mulher, internamente, e por esse motivo sente ser necessário representar-se a si e aos seus semelhantes na sua fotografia. Porque "quando uma pessoa não se vê representada em lado nenhum, começa a duvidar de si própria", disse à CBC. "Existe imensa representação da comunidade transexual, de momento, e isso é óptimo - há mesmo quem diga que vivemos um período 'trans' -, mas o que existe ainda se pode categorizar como binário: transições de masculino para feminino e vice-versa. Essa não é a história de muitas pessoas transexuais que conheço." A cor e as questões de identidade de género estão no centro do trabalho fotográfico da canadiana de 23 anos, que começou a fotografar com apenas 14. "Para mim a feminidade é um conceito construido, mas também algo onde encontro forças. É algo que me atrai, mas que parece muito distante de mim ao mesmo tempo", disse à VICE. O estudo de cor é uma parte fulcral da sua forma de expressão artística. "Sempre me disseram que tinha um estilo muito específico e eu era incapaz de precisar o que tornava as minhas imagens tão distintas, até que percebi que um dos elementos comuns entre todas as minhas imagens era o uso da cor. Depois disso, comecei a fazer uma esforço consciente por refinar a minha palete de cores." A sua cor favorita é o rosa, mas o azul e o laranja já fazem parte das suas imagens. "Ultimamente tenho introduzido o azul e o amarelo, algum verde sobre verde. Qualquer 'tom sobre tom' me deixa muito entusiasmada." A sua conta de instagram está repleta de cor e pode ser vista aqui.

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