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Ruben Bettencourt

Ruben Bettencourt é um jovem caldense, apaixonado por Design e CEO da Pixels Brand

Victor Ruiz/ Reuters

Crónica

#somostodoscultura

Somos todos cultura e cultura é conhecimento. Estes dois aspectos são indissociáveis um do outro. O conhecimento tem um papel fundamental na nossa identidade individual

Texto de Ruben Bettencourt • 14/05/2014 - 13:16

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Dívida para aqui e austeridade para acolá, a verdade é que já estamos todos fartos de ouvir falar em crise. Passámos de pessoas a números e somos governados por uma política de estatística, onde a base da pirâmide de Maslow deixa de fazer sentido e a linha da pobreza já não separa nada. No meio disto, o que realmente deveria importar passa para segundo plano. As prioridades são invertidas em nome da crise. Vale tudo por um ajustamento nas contas públicas. Mas um país é muito mais que défice e as pessoas são muito mais do que apenas números.

 

Portugal é tão rico em tradições e costumes. Temos uma história magnífica que mete inveja aos alemães e, em quase tudo o que fazemos, destacamo-nos pela qualidade. Estas são características que definem um povo culto — e eu gosto de acreditar que são estes os genes que nós herdámos. Somos todos cultura e cultura é conhecimento. Estes dois aspectos são indissociáveis um do outro. O conhecimento tem um papel fundamental na nossa identidade individual, como pessoas e no nosso nível de desenvolvimento, como país.

 

E é o conhecimento que faz “pequenas” nações tornarem-se grandes, que derruba ditaduras e liberta povos. Já dizia Salazar: “Um Povo culto é ingovernável”, e é por isso que a principal preocupação de todos os regimes ditatoriais é controlar e restringir o acesso à informação e ao conhecimento por parte da população. Foi para esta realidade que países como o Egipto, a Síria ou a Líbia, por exemplo, acordaram.

 

Tendencialmente, e muito graças à Internet, caminhamos para um ponto onde o acesso ao conhecimento será total e permanente para 100% da população. É senso comum que há centenas de problemas envolvendo necessidades básicas que precisamos de resolver primeiro, antes de criarmos as soluções tecnológicas necessárias para fornecer, de uma forma grátis e permanente, este conhecimento a todas as pessoas. Quando um sexto da população mundial passa fome, à partida não deveríamos focar as nossas atenções em algo assim, que quando comparado com a pobreza e miséria que se vive em muitos sítios, não passa de um “problema de Primeiro Mundo”.

 

Mas para eliminarmos essa pobreza e miséria, precisamos de recorrer ao conhecimento de modo a encontrarmos soluções eficazes. Não nos podemos esquecer que foi investindo na cultura e no conhecimento ao longo dos séculos que a Humanidade conseguiu evoluir, tanto social como tecnologicamente. Foi assim até agora e é assim que vai continuar a ser, adquirimos conhecimento através de experiência empírica, para conseguirmos resolver os grandes e os pequenos problemas da humanidade.

 

Foi esse o caminho que nos trouxe até aqui e é esse o caminho que temos de seguir. Somos todos cultura, pois cabe a todos e a cada um de nós estimular esta sede por conhecimento e fazer por nos tornarmos mais cultos, para melhorar o que está à nossa volta. A soma das partes é sempre maior que o todo.

Eu acho que

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