Tendência

Na cultura eles querem tudo

Rapidez, diversidade e partilha definem a cultura consumida pelos jovens portugueses. Lamentam não ter mais dinheiro para gastar

Texto de Lucinda Canelas • 04/03/2011 - 13:43

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Em época de frequências o Espassus, café com uma esplanada ampla à beira de uma piscina no bairro de Carnide, em Lisboa, enche-se de estudantes, muitos deles universitários. Em cima das mesas há portáteis, telemóveis, iPods, cadernos e alguns livros, mas poucos. O cenário repete-se todos os dias. E há até quem fique do pequeno-almoço ao fim da tarde.

 

Este café, como outros espalhados pelo país, é ao mesmo tempo lugar de estudo e de encontro, ponto de paragem obrigatório para grupos de jovens que dali partem para concertos, sessões de cinema e jogos de futebol. "Combinamos aqui muitas vezes porque fica perto das nossas casas e toda a gente conhece", diz Catarina, 20 anos, estudante de Psicologia.

 

Pode ser a primeira paragem de uma noite que só acaba no pequeno-almoço do dia seguinte ou o ponto de partida para umas férias de Verão no sul com um festival de música pelo meio e muita praia. "Trazemos os computadores, trocamos música, vamos à Net sacar 'trailers' de filmes que havemos de ver no cinema ou em casa de alguém, encontramos amigos do secundário."

 

Duas décadas, muitas mudanças

Catarina nasceu em 1990, no mesmo ano do PÚBLICO, quando o suplemento de Cultura estava longe de se chamar Ípsilon e os avanços tecnológicos eram, comparados com aquilo a que hoje tem acesso um jovem de 20 ou 21 anos, no mínimo tímidos (basta lembrar que o jornal tinha um suplemento chamado "Videodiscos").

 

Ainda se lembra das cassetes VHS, mas discos de vinil foi coisa que nunca ouviu. "Sei que estão a voltar, mas não conheço ninguém que tenha uma aparelhagem com..." Hesita. "Prato?", perguntamos. "Sim. Não me lembrava do nome." 
Em 1990 já havia CD, mas o circuito comercial era dominado pelo vinil e era preciso esperar uma eternidade por um álbum lançado no Reino Unido. "Tudo demorava muito a acontecer em 1990", diz o sociólogo Vítor Sérgio Ferreira, investigador do Instituto de Ciências Sociais, em Lisboa. 

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO. 

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