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O nome dos vencedores será revelado em Novembro

O nome dos vencedores será revelado em Novembro Nuno Ferreira Santos

Victoire du Jazz

Disco de Laginha e Maria João nomeado para prémios franceses

“Follow the Songlines”, gravado na Casa da Música é um dos três nomeados na categoria “artista ou formação vocal”.

Texto de Lusa • 30/08/2011 - 10:00

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“Follow the Songlines”, gravado na Casa da Música por Mário Laginha e Maria João com os belgas David Linx e Diedrik Wissels, é um dos três nomeados na categoria “artista ou formação vocal” dos prémios franceses Victoire du Jazz.

 

O disco, que contou também com a participação da Orquestra Nacional do Porto, foi gravado em Portugal em 2008 e editado em Outubro de 2010, em França, o que lhe permite integrar a selecção destes prémios, os “grammy” franceses. “É estranho, mas é um estranho muito bom”, sintetiza para Lusa Mário Laginha, quando interrogado sobre esta segunda vida de um disco que não teve um grande destaque em Portugal.

 

“Sabia que tinha tido boas críticas em França quando saiu, mas isto foi um pouco inesperado”, acrescenta. O pianista e compositor acha, no entanto, que as hipóteses de vencer o prémio no final de Setembro não são muitas. “Não é que eu seja pessimista, mas pelas características do trabalho, um pouco complexo, acho que será difícil vencer”, afirma, salientando que “ a nomeação já é algo importante, pois mostra que repararam no trabalho”.

 

As cidades deles

As “songlines” são canções transmitidas oralmente de geração em geração que servem para os aborígenes australianos se guiarem por caminhos ou para encontrar nascentes de água. Funcionam como mapas chegando a cobrir toda a Austrália. Partindo deste conceito, os portugueses Maria João e Mário Laginha com os belgas David Linkx e Diederik Wissels decidiram criar percursos sonoros das cidades por onde passaram, no que resultaram 12 canções, reunidas num duplo álbum.

 

O álbum é também o encontro entre músicos da área do jazz e uma orquestra sinfónica. Mário Laginha recorda o projecto como “uma experiência sempre muito boa” mas como um dos discos que lhe deu “mais trabalho” já que teve que “compor mais de 50 minutos de música para orquestra.”

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