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Minta & The Brook Trout: Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Nuno Pessoa e Manu

Minta & The Brook Trout: Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Nuno Pessoa e Manuel Dordio Vera Marmelo

Francisca Cortesão fotografada por

Francisca Cortesão fotografada por Vera Marmelo

A capa de "Olympia"

A capa de "Olympia" José Feitor


Disco

“Olympia”, o do urso, é o melhor de Minta & The Brook Trout

Depois da baleia e dos gansos, sai, a 17 de Setembro, o álbum do urso, "Olympia". Menos melancolia, mais ironia e muita "pica" para mostrar as canções novas no Optimus D'Bandada

Texto de Amanda Ribeiro • 12/09/2012 - 15:43

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É o melhor álbum de Minta & The Brook Trout. A garantia é da própria Francisca Cortesão, ou Minta, o alter-ego que criou quando ganhou coragem para pôr no MySpace as músicas que guardava na gaveta, ainda antes da estreia oficial com o EP “You” (2008), anos (muitos) depois da aventura que foram os Casino.

 

“Olympia” é, assim, o segundo álbum de originais do grupo, seguindo-se “ao da baleia” (“Carnide”, de 2011, gravado ao vivo com uma data de amigos) e “ao dos gansos”, álbum de estreia homónimo, lançado em 2009. Este será, muito provavelmente, “o do urso”, designações, relacionadas com as capas dos álbuns, que muito agradam a Francisca. “Não é preciso lembrar-se dos nomes dos discos. Gosto muito de ilustração e banda-desenhada e tenho a sorte estar rodeada por ilustradores”, diz, referindo-se a José Feitor, autor das duas capas mais recentes, e João Maio Pinto, que assina as primeiras. “De repente, foi-se construindo termos os animais nas capas e eu gosto muito disso. É engraçado porque são sempre viradas para o exterior, nunca para o interior.”

 

Voltando à música. “Olympia” é o “seguimento lógico” do que os Minta & The Brook Trout têm vindo a fazer. “Estamos a aperfeiçoar a nossa maneira de fazer música, de fazer o disco que temos na cabeça.” Demorou três anos — “deu para pensar muito bem.” “From The Ground”, canção sobre as grilhetas do amor, foi o pré-single; a abrir o álbum, “Falcon”, uma “música imediata, a mais rápida de fazer”.

 

Permanece a melancolia, que, diga-se, Francisca não procura. “Finalmente estou a fugir um bocadinho dela.” Chega a ironia, que, diga-se, Francica também não procura. “Não é de propósito. As letras são acidentais, vão acontecendo. Mas as músicas estão menos fechadas do que eram antes.”

 

Minta & Os Golfinhos?

Produzido por Mariana Ricardo e pela própria Francisca, “Olympia”, lançado pela Optimus Discos a 17 de Setembro, é o álbum de ressaca à digressão pelo Canadá e EUA com They’re Heading West, logo tem muita coisa à mistura. Basta dizer que foi gravado e misturado em Paço de Arcos por Nelson Carvalho, terminado no Arizona, masterizado por Roger Siebel, que tem no CV nomes como Bill Callahan, Laura Veirs, Elliott Smith. Tem a secção de sopros que Minta já ambicionava há algum tempo, e uns quantos convidados especiais, como Afonso Cabral e Salvador Menezes dos You Can’t Win, Charlie Brown.

 

Em palco, e em estúdio, Francisca faz-se acompanhar pelos suspeitos do costume: Mariana Ricardo, Manuel Dordio e Nuno Pessoa. Lembra-se de como era compor sozinha. “As minhas soluções são finitas. Se estou sozinha, não vou fazer nada que me surpreenda. É completamente diferente estar com uma banda inteira.” Antes de chegarem a “The Book Trout”, nome inspirado num pormenor de um álbum de Sufjan Stevens, chegaram a pensar noutros nomes. “Golfinhos, por exemplo. Mas Minta & Os Golfinhos não ficava bem.” Ri-se e desabafa: “Talvez devêssemos ter escolhido um nome mais simples. Este é complicado de dizer.”

 

O primeiro concerto de apresentação de “Olympia” vai ser no Optimus D’Bandada, mais precisamente no Armazém do Chá. Expectativas? “Vamos estar cheios de ‘pica’ para mostrar as músicas novas.” E já chega.

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