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Brass Wires Orchestra

Crónica

À conversa com os Brass Wires Orchestra

Depois de passarem pelo Hard Rock Rising 2012 e pelo Boom Festival, os Brass Wires Orchestra actuam dia 13 no EDP Paredes de Coura. Uma excelente orquestra que nos faz viajar

Texto de Luísa Teixeira da Mota • 13/08/2012 - 13:01

Luísa Teixeira da Mota, licenciada em Direito e blogger
Luísa Teixeira da Mota, licenciada em Direito e blogger

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Encontrei-me com os Brass Wires Orchestra (BWO) em Mem Martins, no estúdio onde ensaiam. São oito membros na banda e nem sempre é fácil conjugar horários, mas conseguem organizar-se para, pelo menos, duas vezes por semana se reunirem nos Black Sheep Studios. Tive a sorte de assistir a parte de um ensaio desta banda indie/folk rock e saí de lá a sentir-me assim mesmo: uma sortuda.

 

Miguel da Bernarda, Hugo Medeiros, Afonso Lagarto, Rui Gil, Luís Grade Ferreira, Zé Valério, Nuno Faria e Zé Guilherme Vasconcelos estão juntos há menos de um ano mas já foram actuar a Londres (depois de terem ganho o Hard Rock Calling Lisboa), estiveram no palco Sacred Fire do Boom Festival e vão também marcar presença no Festival Paredes de Coura.

 

Começaram por ser apenas os Brass Wires, mas o nome, tal como o número de músicos, aumentou. “O nome é complicado, mas não a história”, dizem. A ajuda veio de duas miúdas canadianas que conheceram no dia em que alguns membros da banda foram filmados a actuar no Miradouro do Adamastor, em Lisboa (ver vídeo à esquerda). Nessa altura ainda não havia banda “à séria”, mas o entusiasmo das pessoas e as milhares de visualizações do vídeo no YouTube fortaleceram a vontade de criar um projecto. As canadianas ajudaram na escolha do “Brass Wires” — metais e cordas — e o “Orchestra” veio depois. “As pessoas é que diziam que éramos uma orquestra”, contam, acrescentando que o nome faz todo o sentido por a banda ter metais, cordas, vários membros e contar com esporádicas participações especiais.

 

A demo enviada para o Hard Rock Rising, batalha global de bandas em que participaram mais de 12 mil bandas de 86 cidades, foi o ponto de partida para a projecção de que agora gozam. “Enviámos a demo, passámos a primeira fase, a segunda fase, ganhámos a primeira eliminatória e depois a final”, contam orgulhosos. “A partir daí foi sempre a bombar”, dizem com um sorriso, relembrando a recente estadia em Londres e a actuação no Festival Hard Rock Rising 2012.

 

Os BWO eram a única banda no concurso que não era de rock e isso terá gerado alguma controvérsia, mas a qualidade do seu “folk progressivo”, de que se dizem pioneiros em Portugal, falou mais alto, e ainda bem. Com oito originais e várias "covers" (destacam-se as de Mumford & Sons e de Beirut), a banda pensa editar um álbum em Setembro. Até lá, vão ensaiando, actuando e espalhando pelo nosso país — e lá fora — uma música diferente da que se costuma fazer em Portugal.

 

Quando os ouvi ao vivo, num ensaio que me pareceu um concerto só para mim (mentira, estavam lá mais duas miúdas, mas numa banda de oito homens o que é que esperavam?), senti-me em viagem. Sim, estava em Sintra, Mem Martins, mas se fechasse os olhos podia imaginar que estava em qualquer outro lugar do mundo, numa praia ou numa floresta, num concerto ou num festival, a ouvir uma banda que soa como uma excelente orquestra e nos faz viajar.

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