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Luísa Teixeira da Mota, licenciada em Direito e blogger

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B Fachada Miguel Madeira

Excerto

É sempre bom definir um percurso com o que queremos ouvir num festival. Melhor ainda é saber que o podemos alterar a qualquer altura - é só mudar de palco.

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Paulo Pimenta

Crónica

Ouvir o que quero no Festival Paredes de Coura

Posso garantir que o primeiro dia começa e acaba bem - com música portuguesa – e já sei o que quero ouvir no chamado dia de recepção: B Fachada, Salto e Brass Wires Orchestra.

Texto de Luísa Teixeira da Mota • 02/08/2012 - 20:00

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Já falta pouco para o Norte do país dar espaço ao Festival Paredes de Coura que este ano festeja a sua 20.ª edição. Um mês depois de o Passeio Marítimo de Algés ter sido palco do festival Optimus Alive (e a minha banda sonora durante três dias) é tempo de fazer a mala e rumar até ao Minho.

 

De 13 a 17 de Agosto, Paredes de Coura recebe as mais variadas bandas de rock alternativo – umas que arrancam da capital portuguesa, outras que partem de cidades bem mais distantes como Brooklyn, Vancouver, Leicester, Melbourne ou Londres. 

 

Posso garantir que o primeiro dia começa e acaba bem - com música portuguesa – e já sei o que quero ouvir no chamado dia de recepção: B Fachada, Salto e Brass Wires Orchestra

 

Com B Fachada vou poder ficar a conhecer melhor “Criôlo”, o novo álbum da banda. Depois de ter ouvido "online" algumas das músicas, a vontade de ouvir ao vivo o mais recente trabalho de Bernardo Fachada e Eduardo Vinhas é muita. 

 

Também os Salto, os primos Guilherme Tomé Ribeiro e Luís Montenegro, lançaram no princípio do mês de Julho o seu homónimo álbum de estreia e quem já os viu ao vivo recomenda.

 

O palco Vodafone FM será pisado por oito músicos: os Brass Wires Orchestra, banda portuguesa que venceu o Hard Rock Rising Lisboa 2012, e que foi ao festival Hard Rock Calling, em Londres, mostrar que merecia a vitória. Um indie folk/ rock que vai saber bem ouvir.

 

Dia 14 é para começar com Friends, uma banda formada há dois anos, que nos traz de Brooklyn um indie pop/punk dance. No meu percurso, seguem-se outros amigos - Stephen Malkmus and the Jicks, uma banda de rock norte-americana que conheço pouco, mas que tenho vontade de conhecer melhor.

 

Os excêntricos Tune-Yards (ou melhor, a peculiar Merril Garbus) estão no mesmo dia no palco Vodafone FM e depois deles ainda há tempo para ouvir o rock dos canadianos Japandroids – o verdadeiro “noise rock”.

 

Dia 15, é no palco EDP que quero estar, para ouvir um som muito menos rock que o dos dias anteriores: Patrick Watson. O cantor canadiano vai ser, seguramente, para mim, uma das melhores companhias de quarta-feira, mas os australianos The Temper Trap também estão no meu “must listen” do dia. Entre eles, não quero perder Willis Earl Beal - que passou de mendigo a artista, o produtor francês Kavinsky e  o electrónico de Totally Enormous Extinct Dinosaurs.

 

Quinta-feira, o palco EDP é pisado pela britânica Anna Calvi e é um dos concertos a que não quero faltar. Os americanos Of Montreal e a banda baseada em Berlim, The Whitest Boy Alive, também prometem dar um bom concerto e fazem parte do meu percurso deste quarto dia de festival.

 

O festival chega ao fim no dia 17 e conto despedir-me depois de ter ouvido os incontornáveis Ornatos Violeta, o "dream pop" dos canadianos Memoryhouse e o electrónico dos norte-americanos Chromatics."

 

É sempre bom definir um percurso com o que queremos ouvir num festival. Melhor ainda é saber que o podemos alterar a qualquer altura - é só mudar de palco.

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