Todo o amor acaba, ou não, segundo os Imploding Stars

autoria Diogo Louro

// data 23/04/2018 - 14:35

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As primeiras imagens do videoclipe que esta semana destacamos da plataforma VIDEOCLIPE.PT poderão ser meramente introdutórias e sem significado de maior, no entanto, para os que reconhecem o nome da banda — apesar de as bandas de rock instrumental muito dificilmente o serem — acabam por revelar mais do que parecem. Há três anos e meio os Imploding Stars lançaram o seu primeiro álbum, e aqui destacámos o primeiro videoclipe, que era uma surpreendente proposta visual para as explorações sónicas do pós-rock fundamentadas segundo o conceito da força destruidora e regeneradora da natureza. Ora, este videoclipe Demise vem anunciar a edição do segundo álbum Riverine (meados de maio, pela Cosmic Burger), no qual exploram o tema do ciclo da vida. Num sentido amplo. É portanto natural (termo a propósito) ver nesse epíteto fluvial o espelho desse processo cíclico e faseado: tudo nasce, cresce e “morre” no mar, essa imensidão sem fim, ou não. Sendo este Demise o último tema, logo, o que explora a etapa do fim, ou da morte, o realizador Diogo Louro propõe uma abordagem humana e romântica do tema, expressa numa relação a dois e nas suas cascatas dramáticas, sem contudo ser óbvio se a separação desagua num mar de desilusão ou num princípio de algo. Afinal, há algo que na natureza acaba, ou não?

 

Texto escrito segundo o novo Acordo Ortográfico, a pedido do autor.

Eu acho que