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Votação

VideocliP3 do ano 2015

Chegou a tua vez de escolher. Até 11 de janeiro, vota no VideocliP3 de 2015

Texto de Videoclipe.pt • 30/12/2015 - 20:22

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Pelo terceiro ano consecutivo propomos aos leitores do P3 a eleição do “melhor” videoclipe nacional. Um papel decisivo que vos cabe, portanto, na escolha do VideocliP3 do Ano 2015. Nós, VIDEOCLIPE.PT, apenas facilitamos o trabalho ao prezado leitor selecionando dez (o que nos deu uma trabalheira), daquelas dezenas que fomos aqui “expondo” semanalmente na única galeria dedicada à criatividade deste género audiovisual em Portugal, que é também um espaço de promoção para as bandas nacionais. Por isso, o leitor tem assim a oportunidade de contribuir para uma importante distinção desta cada vez mais indispensável componente artística da música portuguesa.

 

A novidade é que este ano vota-se à esquerda. Nada a ver com posições ideológicas, é apenas o P3 a inovar e a simplificar o processo. Visto isto, a posição deste texto, basta votar aqui ao lado, mas atenção, só até 11 de janeiro de 2016. Votos nos comentários não são quantificados, mas no P3 o leitor é livre e, como pode ter alguns amigos abstencionistas nestas coisas (chamar-lhes distraídos é feio), pode aproveitar para aí promover o voto. O que só lhe fica bem.

 

A folha de voto é cronológica e, desse modo, à entrada está a GNR. Não de plantão, mas porque aqui surgiu no início do ano com o imaginário mirabolante e delirante que o André Tentugal criou para o “Cadeira Elétrica” do último álbum, e que é já o 12º da banda. Passadas duas semanas, alegávamos que o António Zambujo dava por aí umas picadelas. Mas calma, era nas “sonoridades”, já que para o seu “Pica do 7” era o realizador Filipe C. Monteiro que lhe encenava com elegância e graciosidade uma história de... picas no coração. Continuando nas afirmações de início de ano, dirigimo-la também a Nuno Prata, dizendo que nos enfiava o saco da “vidinha precária de tenrinhos cidadãos do vão empenho”. Na verdade, era o realizador Vasco Mendes que traduzia em imagem as ironias do cantautor em “Vai Andando Sobre as Águas”.

 

Em fevereiro era “pintado” um fato de banho vermelho sobre fundo azul. Uma forma de dizer o que o realizador Rui Vieira criava para o videoclipe “Real Fake” de Xinobi, uma vez que havia um desenho cromático na narrativa de um lingrinhas com sonhos húmidos, perdão, coloridos. Em março, continuamos numa de frescura visual de cores e texturas, que até dava vontade de dançar ao ritmo de “Tens Mesmo De Querer” da banda CRU, porque assim pensou Ricardo Teixeira para o videoclipe: uma forma descomplexada para nos motivar a isso.

 

Em abril era mês, não para mentiras, mas para um verdadeiro romance contorcido com os Tape Junk. Para o tema “Six Strings & The Booze” o realizador Pedro Pinto “documentava” a inacreditável história da relação de um simpático sujeito com uma seguidora da moda contorcionista e do seu invejoso gato. Mentira? Naaaaaa, videoclipes! É que estes às vezes são inspirados pela letra, ou então pelo calor da música. E a dos Cais Sodré Funk Connection até fumaradas deita. Por isso o realizador Richard F. Coelho criava para o tema “Offbeat” um universo surreal de seres representativos dos efeitos físico-psicológicos que a turbina musical da banda opera em quem os ouve ou vê.

 

A meados do ano surgia uma carta de David Fonseca ao seu “Futuro Eu” que surpreendia pelo uso da língua portuguesa. Um passo de equilíbrio delicado a quem nos habituou às canções em inglês (6 álbuns), mas para quem sempre demonstrou qualidades na realização é fácil dar resposta à nossa pergunta retórica se “ou cai, ou fica?”.

 

Ficando a restar mais dois lugares no boletim de voto, até podíamos ter incluído perfeitamente o outro videoclipe de David Fonseca, no entanto, quando se fala de qualidades na realização dos videoclipes nacionais, curiosamente, também envolve outros músicos. Primeiro, convém chamar atenção para a nova entidade criativa de André Tentugal e Vasco Mendes, a Tarzan, que para a austeridade musical dos Peixe:avião, no tema “Quebra”, visualizaram sufoco e stress numa personagem e um ambiente imaginário de apelo cinéfilo. Segundo, e por fim, chama-se a atenção para o facto de o álbum “A.V.O.” de Noiserv estar a ter uma ascensão internacional e dele estar a ser lançado o seu já sétimo videoclipe. Mas mais importante é o facto de quase todos eles nascerem de ideias do próprio David Santos, inclusive o vencedor do “melhor” VideocliP3 de 2014, e por vezes mesmo por si executados, como é o caso de “…time for a nice goodbye".

 

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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