Orienta-te Redes Sociais
Nelson Nunes

Nelson é escritor disfarçado de jornalista armado em investigador

Excerto

Há um orgulho latente nos que passaram por nós e, de alguma forma, largaram um pedaço inspirador da sua existência, em especial quando se lançam a um mar nefasto e tortuoso sem medo que as cartas de marear se percam com a ventania. É, naturalmente, o caso da Joana. Vá, agora ide lá marcar umas sessões de fado, que a música assim o merece. E silêncio, que já se sabe o que se vai cantar.

Fados fora de Portas

Crónica

O Fado devolvido à gente

Este serviço permite às pessoas um acesso mais simples e emocional aos fadistas. A Fados Fora de Portas agiliza o processo e a alegria marialva fadista dá-se

Texto de Nelson Nunes • 17/11/2014 - 18:20

Distribuir

Imprimir

//

A A

Uma das melhores coisas que residem no facto de envelhecermos é a de ter a vantagem de observar a evolução daqueles que nos rodeiam, ainda que de longe, desde há uns anos para cá. Acontece-me, por isso, por vezes de sobejo, dar por mim a apreciar o que antigos colegas de faculdade têm andado a fazer com o tempo que lhes foi dado. Há coisa de dias, uma amiga e antiga parceira de carteira de licenciatura surpreendeu-me ainda mais que a generalidade dos antigos alunos do nosso curso.

 

Permitam-me falar-vos da Joana Esparteiro por um pouco. Devo tê-la conhecido na primeira aula de Alemão do curso de Comunicação Social e Cultural, numa das salas mais antigas da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Era uma segunda-feira e a manhã ainda mal havia tido início – facto que podia ser comprovado pelo sol que ainda se escondia atrás das árvores mais altas e pelo ar ensonado dos caloiros. Hoje, pouco mais de oito anos depois, após ter passado por uma excelsa formação curricular e por ter tido uma carreira exemplar em grandes agências de publicidade desta terra, a Joana cumpre o sonho que lhe tem vindo a assolar o pensamento desde há uma carrada de meses para cá.

 

A Joana sempre gostou de fado, embora o gostinho lhe tenha crescido exponencialmente desde há coisa de três ou quatro anos. Ouviu fados até à exaustão, um pouco por todo o lado, de igrejas a tascas, de salas de espectáculo a simples concertos dados entre amigos. E a ideia de negócio nasceu: por que não levar o fado às pessoas? Por que não entregar uma bela maquia da cultura nacional numa bandeja a quem o quiser tomar como seu – seja o ouvinte português ou estrangeiro. Eis que nasce a Fados Fora de Portas.

 

Como todas as grandes e originais ideias, o conceito é simples – tão simples que damos por nós a ofender-nos (“raios me partam, como é que nunca me lembrei disto antes?”): este serviço permite às pessoas um acesso mais simples e emocional aos fadistas. Isto é, imagine-se um evento, seja ele profissional (reuniões de ciclo, animações em hotéis ou embaixadas, apresentações de marcas) ou pessoal (casamentos, festas de aniversário, recepções a amigos estrangeiros), no qual se incluam concertos intimistas de fado para gáudio dos presentes. A Fados Fora de Portas agiliza o processo e a alegria marialva fadista dá-se.

 

Há um orgulho latente nos que passaram por nós e, de alguma forma, largaram um pedaço inspirador da sua existência, em especial quando se lançam a um mar nefasto e tortuoso sem medo que as cartas de marear se percam com a ventania. É, naturalmente, o caso da Joana. Vá, agora ide lá marcar umas sessões de fado, que a música assim o merece. E silêncio, que já se sabe o que se vai cantar.

Eu acho que

Pub

Videoclipe.pt
Videoclipe.pt

Audio

Laura quer que as pessoas entrem no atelier dos artistas "com um clique"

Campanha

Em Leiria nasce uma campanha com o objectivo de calçar os pés frios daqueles que ainda esperam em Calais. A ideia é de três jovens, que tentam recolher 1200...

Entre casais também há violações

Vídeo // A realizadora Chloé Fontaine chamou à curta metragem Je suis ordinaire — o que...