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Para obter um corte perfeito, nos vinis, Ishac recorreu ao laser

Para obter um corte perfeito, nos vinis, Ishac recorreu ao laser DR

Para segurar os sectores de um álbum, num outro, o catalão usou fita-cola

Para segurar os sectores de um álbum, num outro, o catalão usou fita-cola DR

Ishac Bertran

Ishac Bertran DR

Ishac Bertran

30 anos

Mestrado em Engenharia Industrial

Trabalhou na Hewlett-Packard (HP)

Designer de interacção em várias empresas

Música

Ishac faz mistura de vinis com a técnica “corta e cola”

Ishac Bertran é designer e não só. Um dia destes foi inventor e cortou/colou, literalmente, pedaços de vinis. Funciona

Texto de Daniel Cerejo • 07/12/2011 - 11:00

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Ishac Bertan é catalão, vive em Copenhaga (Dinamarca), e é lá que desenvolve o seu trabalho e devoções. Uma delas é por vinis e processos analógicos. Pois bem, juntar uma e outra deu numa mistura, já que era isso mesmo que Ishac procurava: misturar partes de diferentes álbuns num só disco.

 

E é aqui que entra o processo analógico. Para tal propósito, o designer de interacção utilizou a técnica de “cut & paste”, ou, traduzido, “corta e cola”. A questão é que, com Ishac, a técnica ganha um sentido literal, ou seja, o processo consiste em cortar pedaços físicos de um disco de vinil e colá-los noutro, previamente cortado com os mesmos espaços, para que as peças encaixem naturalmente, como se fosse um puzzle.

 

Não vai a x-acto, vai a laser

Para quem quiser experimentar o método, recomenda-se, como primeiro passo, escolher os álbuns a misturar. No caso de Bertran, a selecção recaiu em Supertramp, Wagner, Paul Anka, Chicago e Lil Jon, não só por causa do interesse nos estilos possíveis de cruzar, mas também pelo facto de todos os discos em questão terem a mesma espessura (1,2 mm), factor crucial para serem compatíveis.

 

Quanto ao processo de corte, é analógico, mas não é à tesoura. Bertran até que experimentou cortar os vinis com um x-acto, mas o resultado não foi nada positivo, criando uma separação grande demais para a agulha ler.

 

O corte acabou por ser feito através de uma máquina de laser, que permitiu uma incisão segura e perfeita. Assim que divididos os sectores seleccionados, seguia-se a parte da colagem que, na verdade, só se chama assim, porque o designer usou fita-cola para os segurar temporariamente, já que eles encaixavam na perfeição.

 

Supertramp com Lil Jon

Em declarações, por e-mail, ao P3, Ishac Bertran refere que “demorou cerca de cinco horas a preparar os cortes, a cortar com o laser e a misturá-los”. O custo desta experiência foi “só o (…) dos vinis” – “numa loja, em segunda mão, gastei um euro por cada um”, diz.

 

O resultado final são quatro álbuns misturados com músicas dos discos já referidos. Bertran diz que “existem algumas partes de Supertramp com Lil Jon que encaixam muito bem, embora o propósito não fosse fazer música em si, mas tentar juntar algumas ‘samples’. Por causa da formato circular do vinil, é muito difícil ter sectores que funcionem em duas rotações consecutivas”, afirma.

Eu acho que

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