Orienta-te Redes Sociais
O livro foi lançado no início de Agosto nos Estados Unidos

DR

O presidente George Bush dirige-se à nação

Polémica

Livro de colorir sobre o 11/9 criticado por muçulmanos

"We Shall Never Forget 9/11” refere-se aos muçulmanos como “extremistas islâmicos que odeiam a liberdade”

Texto de Isabel Gorjão Santos • 31/08/2011 - 17:17

Distribuir

Imprimir

//

A A

Seria um simples livro infantil para pintar, se não tocasse em feridas abertas pelos atentados de 11 de Setembro de 2001. "We Shall Never Forget 9/11” está a gerar controvérsia nos Estados Unidos, pela forma como são referidos os muçulmanos.

 

O livro chegou às livrarias agora, quando estão prestes a passar dez anos após os atentados que derrubaram as Torres Gémeas de Nova Iorque. O objectivo é contar aos mais novos o que aconteceu naquele dia, enquanto se entretêm a pintar o ex-presidente George W. Bush ou Bin Laden com lápis de cera ou de cor.

 

Mas o facto de apenas haver referências aos muçulmanos enquanto “extremistas islâmicos que odeiam a liberdade” causou indignação. “É nojento”, considera Dawud Walid, director do Conselho para as Relações Islâmico-Americanas no estado do Michigan.

 

A organização condenou o conteúdo do livro, onde se pode ler: “Crianças, a verdade é que estes ataques terroristas foram feitos por extremistas islâmicos que odeiam a liberdade. Essa gente louca odeia o estilo de vida americano, porque somos livres e a nossa sociedade é livre”.

 

A palavra “terrorista” ou “extremista” aparece sempre associada aos muçulmanos, e no livro não há qualquer referência aos muçulmanos que morreram no ataque ou participaram nas operações de emergência, lamenta Walid.

 

“É idiota pensar que uma criança que pinte o livro e não tenha contacto com muçulmanos fique com alguma coisa que não seja medo, a pensar que os muçulmanos são más pessoas”, adiantou Walid à AFP.

 

Bin Laden escondido

O episódio da captura de Bin Laden é retratado com o líder da Al-Qaeda junto a uma cama, a refugiar-se por detrás de uma mulher com o rosto coberto pelo véu islâmico, enquanto um membro do grupo de operações especiais norte-americano Seal lhe aponta uma arma.

 

“Sendo o personagem esquivo que era, e depois de se esconder com os seus companheiros terroristas no Paquistão e Afeganistão, os soldados americanos finalmente localizaram o líder terrorista Osama Bin Laden”, lê-se no texto que acompanha a ilustração.

 

O livro foi editado pela Really Big Coloring Books – foram feitas dez mil cópias, custa sete dólares – e é apresentado como “uma ferramenta para que os pais possam explicar às crianças o que foi o 11 de Setembro”. A editora responde às críticas ao referir que o livro foi “criado com honestidade, integridade e respeito, sem faltar à verdade”.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

Eu acho que

Pub

Videoclipe.pt

Arquitectura

Fica na Avenida Camilo, no Porto, e ocupa uma área total de fazer inveja: 5800 metros quadrados. Bem-vindos à BLIP, empresa tecnológica portuguesa, detida por...

A “maior arca fotográfica” quer...

National Geographic // É “a maior arca fotográfica do mundo” e chega pela primeira vez à Europa, mais...