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Ilustração de Filipe Andrade na 22ª edição do festival Amadora BD

Festival

Amadora: a autobiografia na banda desenhada

O festival irá associar-se aos 50 anos da criação do Homem-Aranha, acolhendo uma exposição com pranchas de vários autores que desenharam a personagem da Marvel

Texto de Lusa • 30/09/2012 - 09:57

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O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, que começa a 26 de Outubro, é dedicado à autobiografia e estende-se, pela primeira vez, a vários espaços em Lisboa, disse à agência Lusa o director, Nelson Dona. A 23.ª edição do Amadora BD decorrerá de 26 de Outubro a 11 de Novembro, no Fórum Luís de Camões, onde estará concentrada a maioria das exposições.

 

A mostra central será dedicada ao tema da autobiografia, não na perspectiva do autor a “olhar para o umbigo”, mas como “testemunho da vida real das pessoas”, referiu Nelson Dona. Comissariada pelo investigador Pedro Moura, esta exposição incluirá obras de autores que exemplificam essa apropriação da banda desenhada como relato social, como os norte-americanos Robert Crumb e Justin Green e os portugueses Marco Mendes e Paulo Monteiro.

 

Justin Green, considerado um dos nomes de relevo da banda desenhada autobiográfica norte-americana, que influenciou, por exemplo, Art Spiegelman, será um dos autores a marcar presença na Amadora.

 

O festival irá ainda associar-se aos 50 anos da criação do super-herói Homem-Aranha acolhendo uma exposição, em parceria com Milão, com pranchas de vários autores que desenharam a personagem da Marvel.

 

A exposição terá obras do brasileiro Mike Deodato, que estará no festival, e dos portugueses Nuno Plati e Ricardo Tércio, que colaboram com a editora norte-americana, entre outros. No Fórum Luís de Camões haverá ainda exposições individuais de Ricardo Cabral, Ana Afonso e Paulo Monteiro, que assina este ano a imagem gráfica do festival.

 

O autor francês de ascendência portuguesa Cyril Pedrosa estará na Amadora para apresentar a edição portuguesa do livro “Portugal”, distinguido, em Janeiro, no festival de Angoulême, em França. Cyril Pedrosa, neto de portugueses, terá também uma exposição no festival, revelando o processo criativo e originais do livro, uma vez que a ideia de “Portugal” nasceu numa série de viagens e pesquisas feitas no país.

 

O autor Victor Mesquita, conhecido como Vicaro, terá duas exposições no festival: uma de pintura e outra de BD, que compara o processo criativo dos dois volumes da história “Eternus 9”, editados com 30 anos de intervalo. Pela primeira vez, o festival alarga as suas atividades para lá do concelho da Amadora e incluirá atividades em Lisboa, em parceria com os institutos Goethe e Franco-Português.

 

“Tínhamos muitas solicitações e vontade de galerias em querer associar-se ao festival, por isso decidimos envolver pelo menos estes dois institutos com programação”, disse Nelson Dona. No Instituto Goethe estará uma mostra de Ricardo Cabral e Till Laámann, intitulada “Urbansketches”, enquanto no Franco-Português estarão os autores Cyril Pedrosa e Mathieu Sapin para falar de biografias em banda desenhada.

 

Mathieu Sapin, o desenhador francês que fez a cobertura das presidenciais do candidato François Hollande, em França, estará em Portugal para uma residência artística que resultará na edição de uma história passada entre a Amadora e Lisboa. Entre as exposições espalhadas pela Amadora, destaque para a da ilustradora Maria João Worm, Prémio Nacional de Ilustração 2011, na Casa Roque Gameiro.

 

Artigo corrigido às 15h04 de 4 de Outubro.

Actualização de link e do cartaz.

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