Cultura

Nem só de livros se faz a Feira do Livro de Lisboa

APEL assinou protocolo com a Câmara de Lisboa para os próximos três anos. A feira cresceu e espera meio milhão de visitantes

Texto de Margarida David Cardoso, com Sérgio B. Gomes • 23/05/2017 - 10:14

Distribuir

Imprimir

//

A A

Ir à Feira do Livro de Lisboa pode ser uma experiência para além do folhear e comprar novas e antigas obras. Fazer capoeira, experimentar parkour ou dar uma oportunidade às artes circenses são algumas das actividades que fazem parte do cardápio da 87.ª edição, que decorre de 1 a 18 de Junho, no Parque Eduardo XVII.

 

Relacionar as várias formas de expressão artística com a literatura é o desafio que se impõe. Para isso haverá teatro, noites de cinema com exibição de filmes baseados em obras de autores portugueses e uma exposição que explora as curiosidades à volta da edição, dos livros e da própria feira, no novo pavilhão da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), a entidade organizadora.

 

Esta é a maior edição de sempre: são 682 marcas editoriais, 286 pavilhões e esperados mais de meio milhão de visitantes. Apenas em 2014, foi atingido esse número recorde de visitantes, ressalvou Pedro Pereira da Silva, director da feira, na conferência de imprensa de apresentação da programação, esta terça-feira.

 

A APEL inicia esta feira com uma dupla celebração, adiantou o presidente, João Amaral. A organização assinou, com a Câmara de Lisboa, um protocolo que garante a realização da feira, e o respectivo financiamento, para os próximos três anos. “Está reiterada a consagração da Feira do Livro com um dos maiores eventos da cidade”, assinalou. O município compromete-se a subsidiar a feira em 120 mil euros, valor já atribuído este ano, e isentar a organização do pagamento de taxas.

 

A APEL estima um investimento de 900 mil euros nesta edição.

 

Os independentes vão à feira

Há quatro projectos editoriais independentes lisboetas que juntaram forças para conseguirem marcar presença na edição deste ano. No pavilhão C39 será possível encontrar pela primeira vez na feira as propostas da Chili Com Carne, Pierre von Kleist Editions, Serrote, STET, que abarcam especificamente os universos da BD, da fotografia e da ilustração.

 

Filipa Valladares, da STET, encara esta participação como "uma prova de fogo" na procura de "novos leitores e novos encontros livreiros". "Esta união deve-se ao facto de estas editoras produzirem um corpo de trabalho único, sempre com uma postura independente, mas com uma intenção de abranger um público maior, fora dos nichos tradicionais. Muitos dos livros que editam ou comercializam são transversais a gerações, continentes e culturas, daí que sejam muito bem aceites a nível internacional e do público nacional fora do mainstream", refere a livreira. 

 

Lê o texto completo em PÚBLICO.PT

Voltar ao topo

|

Corrige
Eu acho que