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São quase 300 páginas futuristas

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Capa do livro

Cinema

Fantasporto 2012 lança antologia de ficção científica

Mais de cem escritores participaram no concurso que deu origem ao livro. O vencedor foi António Carloto, para quem o futuro inclui alforrecas no quintal

Texto de Inês Rios • 21/02/2012 - 14:44

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Quem pensa que o Fantasporto é só um festival de cinema, está redondamente enganado. A tradição do festival portuense tem sido complementar a sétima arte com as restantes e este ano não é excepção.

 

Na 32.ª edição é a vez da literatura, com o lançamento de “Antologia de ficção científica – Fantasporto 2012”, um livro que se desdobra em 17 diferentes perspectivas do futuro. A obra é o resultado do Concurso "Contos Fantásticos Fantasporto 2012", que decorreu entre Julho e Outubro do ano passado no âmbito do programa “O futuro agora”, parte importante desta edição do festival.

 

Foi lançado a mentes criativas um desafio simples: imaginar o futuro. Mais de cem versões foram levadas a concurso e, dessas, seis foram seleccionadas e integram agora esta antologia. São histórias de Portugal, do Brasil e de Moçambique, e representam três continentes com visões bem distintas do que ainda está para acontecer.

 

Para além destas seis vozes menos conhecidas, a colectânea contempla outras 11 que foram convidadas a dar o seu contributo para a descoberta do futuro. É o caso do multifacetado Afonso Cruz (escritor, ilustrador, realizador e músico) e de Beatriz Pacheco-Pereira que, a par de dirigir o Fantas desde a sua fundação, em 1981, encontra tempo para se dedicar à escultura, à escrita e ao cinema.

 

Uma alforreca no quintal

Nestes 17 contos, o drama alia-se ao humor para criar ficção científica. O texto vencedor, da autoria de António Carloto, há 17 anos professor no Instituto Politécnico de Beja, não podia espelhar melhor essa tendência. Em “Uma alforreca no quintal”, o narrador depara-se, ao sair de casa após uma tempestade, com uma alforreca “do tamanho de uma almofada grande”, pois claro, no quintal. Certo dia a criatura, já fazendo parte da mobília, vai vingar a morte do seu melhor (único?) amigo Timóteo, o ouriço-cacheiro de estimação que aparece esventrado no quintal pela mão do criminoso lá da aldeia, Zé Varejão, um verdadeiro adepto do FC Porto.

 

A 32.ª edição do Fantasporto arrancou na segunda-feira, dia 20, no Teatro Municipal Rivoli, e a apresentação do livro terá lugar no sábado, dia 25, pelas 17h. A “Antologia de ficção científica Fantasporto”, editada por Rogério Ribeiro, também responsável pelo concurso, vai estar nas bancas em Portugal (publicada pela ASA, Grupo Leya) e no Brasil (onde a edição estará a cargo da Tarja Editorial).

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