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Sebastião Salgado, o "caçador de imagens" em livro

autoria Individual

// data 25/07/2014 - 12:09

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"Se não se gosta de esperar, não se pode ser fotógrafo". A frase é de Sebastião Salgado, que normalmente transmite emoções — e parte da sua vida — através da sua máquina fotográfica. "Durante a minha vida produzi algumas histórias fotográficas que retratam a nossa época e as transformações do nosso mundo. Levei sempre vários anos para as concluir. Diz-se frequentemente que somos caçadores de imagens. É verdade, somos como os caçadores que passam muito tempo à espreita da caça, à espera que ela saia do seu esconderijo. Fotografar é a mesma coisa: é preciso ter a paciência de esperar por aquilo que irá acontecer. Pois algo vai acontecer, necessariamente". Em 2013, e ao fim de oito anos de reportagens, expôs "Génesis", um projecto em que realiza uma jornada fotográfica pelos lugares intocados do planeta, onde o homem convive em harmonia com a natureza. Apesar de as imagens de Sebastião Salgado terem dado a volta ao mundo, a sua história pessoal, as raízes políticas, éticas e existenciais permaneciam desconhecidas. No livro "Da minha terra à Terra" parte dessa vida é revelada na primeira pessoa. "Sebastião Salgado expõe as suas convicções, revela-nos os seus sentimentos. Utilizando palavras em vez de imagens, relembra as histórias por trás das reportagens realizadas em mais de cem países. Fala-nos das viagens, da família e do amor à fotografia, com a autenticidade de um homem que sabe conjugar militância e profissionalismo, talento e generosidade", escreve a Individual

 

"Génesis" vai estar em exposição na Cordoaria Nacional, em Lisboa, a partir do dia 8 de Abril. 

 

Texto actualizado às 11h43 do dia 14 de Janeiro de 2015. 

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