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"A Garagem de Kubrick" é algo que os autores fazem sem qualquer remuneração

Webcomic

A Garagem de Kubrick não tem só filmes, também tem BD

É esse o nome do webcomic português sobre cinema que nasceu quarenta anos e um dia depois da chegada à Lua

Texto de Daniel Cerejo • 03/11/2011 - 11:02

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Certamente que quando Neil Armstrong disse, a 20 de Julho de 1969, "that's one small step for man, one giant leap for mankind", não imaginava que, quarenta anos e um dia depois, dois portugueses aproveitassem a deixa para iniciarem aquele que deve ser, muito provavelmente, o único "webcomic made in Portugal” dedicado ao cinema.

 

É claro que começar um projecto de banda-desenhada na internet não é tão emocionante como chegar à Lua, mas o mais certo é que JB e Carla Rodrigues (o nome dos autores) não sintam inveja, até porque nem devem acreditar muito na conquista espacial dos norte-americanos, visto que deram ao "comic" o nome de “A Garagem de Kubrick”.

 

Ou seja, a alusão à teoria conspiratória sobre a chegada do homem à Lua – em que tudo aquilo que tinha sido visto na televisão teria sido produzido pelo realizador de “2001: Odisseia no Espaço”, Stanley Kubrick – foi o pretexto para iniciar o projecto numa data importante (quarenta anos e um dia depois [21 de Julho de 2009]) e dar um bom título que envolvesse cinema (Kubrick).

 

A biologia do desenho

O objectivo principal era começar a “disparatar sobre cinema”, diz JB, o argumentista da BD. Um parêntesis: à boa maneira de super-herói, JB é pseudónimo. Uma espécie de alter-ego. Queriam saber mais? Ok: JB Martins. É assim que ele assina. Mas continua a ser pseudónimo. O que se pode dizer é que tem 26 anos e é jornalista.

 

Voltando à "webcomic", refira-se que se trata mais de uma rubrica do que de uma BD comum. Isto é, de duas em duas semanas, JB e Carla actualizam o site com uma história nova, representada sempre numa única página.

 

JB já tinha um blogue sobre cinema há seis anos – o Cineblog, “onde escrevia notícias, fazia críticas” –, mas quando viu que uma das principais seguidoras desenhava bem, falaram e decidiram avançar com a ideia. A seguidora era Carla Rodrigues, bióloga, 26 anos, do Porto. O que é que destoa aqui? Além do facto de Carla ser bióloga? O facto de JB Martins ser de Coimbra e o facto de, nestes dois anos de vida d’“A Garagem de Kubrick”, Carla e JB só se terem encontrado uma vez.

 

Apesar disso, Carla é das poucas pessoas que sabe o verdadeiro nome de JB. “É o nosso segredo”, diz. E a distância parece não ser problema para o projecto: “Graças à internet, tudo é possível. Desde que começamos, nunca houve um problema”, refere. O processo é fácil: JB vê filmes, alguns deles já mais do que revistos, imagina situações cómicas, escreve, envia para Carla, que por sua vez rabisca, mostra, espera o feedback e faz alterações.

 

Já são 33 edições que “A Garagem de Kubrick” conta. Tudo começou com Optimus Prime sentado no cinema, a assistir a um filme de Harry Potter, e a confessar, para a pessoa do lado, o quanto irreal e descabido lhe parece o universo de Hogwarts. Longa vida para “A Garagem de Kubrick”.

Comentários

    Vijayaraj (não registado)

    06/03/2012 - 07:16

    Lamentablemente no pude ver el desfile en vivo pero eutvse mirando las prendas en exposicif3n en el shopping. Tambie9n me llamf3 la atencif3n lo similar de las colecciones. Sastrereda en gris, con experimentacion en volumenes y pliegues tipo origami. Es algo que se ha visto abundantemente en las fashion week del norte y me dio la impresif3n que las chicas disef1aron pensando en lo que hay que hacer en este momento , me1s que en la mujer uruguaya o en su propia visif3n. Con la excepcif3n de Romero quize1s.Pero supongo que es lo que cabe esperar de un mundo tan incipiente como la moda uruguaya, todaveda nos falta transitar un largo trecho de mejoras a nivel de profesionalismo, calidad de confeccif3n y alcance comercial antes de poder lograr una visif3n personal.De todas maneras creo que Lumina hace una aporte importante en este sentido, al unir dos mundos tan separados como la elite fashonista y el consumidor de shopping, que en general se ignoran, se menosprecian o simplemnte no se entienden.

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