Orienta-te Redes Sociais

Quarta, 16 Mai 2012 • 23h38

301 utilizadores online

Do alto dos seus 37 anos, JLP recordou os tempos de escola em Galveias

Do alto dos seus 37 anos, JLP recordou os tempos de escola em Galveias Miguel Manso/arquivo

Esta será a oitava vez que JLP estará nas "Quintas de Leitura"

Esta será a oitava vez que JLP estará nas "Quintas de Leitura" do Teatro do Campo Alegre Miguel Manso/arquivo

Audio

José Luís Peixoto conta o que aconteceu na primeira "Quintas de Leitura" em que participou

"O que é que queres ser quando fores grande? O Professor Pardal"

Poesia

José Luís Peixoto, o miúdo irrequieto e falador de Galveias

Durante 15 minutos falou, embora não tanto como em 1981,
na escola primária. Hoje, José Luís Peixoto vai estar no Teatro do Campo Alegre, nas “Quintas de Leitura”

Texto de Daniel Cerejo • 27/10/2011 - 10:00

Distribuir

Imprimir

//

A A

Há mais ou menos trinta anos, era José Luís Marques Peixoto e sentava-se numa das carteiras da Escola Primária de Galveias, em Ponte de Sôr, Portalegre. Dizia o boletim das notas da primeira classe, cuidadosamente escrito e destinado ao encarregado de educação – José João Serrano Peixoto, o pai –, que o rapaz era irrequieto e falador. Hoje, é conhecido como José Luís Peixoto, escritor, poeta, ainda irrequieto e falador.

 

“Por causa dessa observação, estive a ponto de intitular o livro que [agora] se chama ‘Abraço’, de ‘Irrequieto e Falador’, até porque se trata de uma expressão que, durante muito tempo, senti que me caracterizava bastante”, revela José Luís Peixoto.

 

Na verdade, a observação de que o escritor fala está no boletim de notas já referido. Como é que tivemos acesso a ele? Nada de mais, pois é, tão-somente, o verso da página que divulga o programa das “Quintas de Leitura”, as sessões de poesia do Teatro do Campo Alegre, no Porto, em que José Luís Peixoto é poeta convidado.

 

O escritor inventor

Mas voltando ao boletim das notas: “Essa escolha tem a ver com a vontade de, nas “Quintas de Leitura”, dar sempre às pessoas algo que seja fora do comum e que ao mesmo tempo as toque. Aquelas notas de há tanto tempo atrás acabam por ser humanizantes, no sentido em que, olhando para elas, nunca se anteveria um escritor, mas sim uma criança normal que recebe, até, algumas reprimendas”, diz.

 

E di-lo bem: uma criança normal. Tão normal que, no ano lectivo de 1981/82, "queria mais brincadeira, do que Língua Portuguesa”, apesar da apreciação positiva àquela disciplina, patente no boletim de notas. Até porque, se na altura lhe perguntassem o que é que queria ser quando fosse grande, certamente não respondia escritor ou poeta, o mais provável era dizer que queria ser como o Professor Pardal, um inventor. “Em certa medida, escrever também é quase uma forma de ser inventor”, refere.

 

“O comportamento no recreio é bom, mas na aula o aluno é irrequieto e falador”. Esta é a frase completa da avaliação do comportamento de José Luís Peixoto, há trinta anos. Sabemos que continua irrequieto e falador, mas já não é o mesmo rapaz que brincava no recreio da Escola Primária de Galveias.

 

“A vida vai passando por mim e vai deixando as suas marcas, mas esforço-me para manter as características que considero serem as melhores desse rapaz de 1981. No entanto, sei que cada dia sou um José Luís Marques Peixoto diferente”.

Comentários

    Rosário (não registado)

    27/10/2011 - 14:13

    José Luis peixoto tenho uma vizinha minha que é das Galveias, e, se você falar tanto como ela, é adorável, porque hoje uma das coisas de que sinto saudades, embora de vez em qunado eu esteja com ela, é o falar da mãe minha amiga que em 15 minutos me contava tudo o que eu não sabia acerca dos meus vizinhos. E não, não é coscuvilhice, é o palrar alegre dos alentajanos.

Submeter um novo comentário

Eu acho que

Image CAPTCHA
Escreve as letras que aparecem na imagem.

Pub

Produto

Câmara foi feita pelo designer Jesper Kouthoofd

Chama-se Knäppa e é a mais recente aposta da IKEA: uma câmara reciclável de 2,3MP, com capacidade para 40 fotos e funciona com duas pilhas AA

O mundo voltou a lutar, de almofada na mão

Fotografia // A justificação mais racional pode ter a ver com o tempo de vida de uma almofada...