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O realizador Diogo Sequeira Pedro Cunha

Cinema

IndieLisboa: "Alquimia", a fundição como no século XIX

O documentário dura 17 minutos e foi filmado numa fundição de aço apenas com som directo

Texto de Paula Torres de Carvalho • 02/05/2012 - 17:18

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Dentro de caldeiras gigantes, o minério é fundido a altas temperaturas. Depois é vertido em moldes adquirindo diversas formas enquanto arrefece e se transforma em aço. Os operários movimentam-se no recinto da fábrica, ocupando-se das diversas fases do processo de fundição. Uma prática de mais de seis mil anos em ambiente, dir-se-ia, do século XIX. Mas não. É no século XXI e bem perto de Lisboa. É o tema de "Alquimia", documentário realizado por Diogo Sequeira, o único trabalho da Escola Superior de Teatro e Cinema seleccionado pela direcção do IndieLisboa para a edição de 2012.

 

Exibida hoje, quarta-feira, no cinema São Jorge, em Lisboa, "Alquimia" é uma das sete obras das sessões especiais dedicadas aos Novíssimos, que mostram trabalhos que a direcção do festival entendeu não poderem ficar de fora "pelo talento que demonstram e pelas suas características promissoras", disse ao PÚBLICO Mafalda Melo, do Indie.

 

Diogo Sequeira, 21 anos, finalista do curso de Cinema, é o mais novo dos Novíssimos. Quis "filmar um processo de produção que marcasse profundamente a estrutura social", um processo representativo "do que está por trás da sociedade industrial e da modernidade".

 

A síntese do seu documentário de 17 minutos, só com som directo (ambiente), está no programa do festival: "Tudo o que é criado pela natureza tende a ser único. Tudo o que é criado pelo homem tende a ser igual e infinito na sua reprodutibilidade. Numa fundição de aço, da moldagem incandescente do metal ao arrefecimento das peças, testemunhamos a capacidade humana de transformar matéria numa estrutura mimética dos elementos do mundo."

 

Não foi fácil encontrar um local com "o ambiente fabril cujas características são tão pouco comuns, hoje, nas sociedades ocidentais", diz Diogo Sequeira. Conta como ficou surpreendido, bem como o resto da equipa, por ter encontrado, tão perto Lisboa, pessoas a trabalhar em condições tão duras e de forma tão desprotegida, tal como acontecia em tempos antigos.

 

O acordo para as filmagens foi estabelecido, mas com condições. A principal foi que não fosse identificado o local por onde o tempo parece não ter passado, a fábrica onde o aço é fundido ainda quase como no século passado.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO

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