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Mesmo sem a ajuda de “crowdfunding, filme de Nuno Markl vai ser rodado

A ideia original era que fosse o público a financiar o filme através de crowdfunding. Não foi possível, mas muitos continuam a fazer doações para que o filme aconteça. Se depender de Nuno Markl, “Por Ela” já está garantido

Texto de Catarina Moura • 13/05/2014 - 16:36

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A ideia original era que fosse o público a financiar o filme através de crowdfunding. Não foi possível, mas muitos continuam a fazer doações para que o filme aconteça, e Nuno Markl pode já dizer com certeza: “Por Ela”, o filme com César Mourão, Tónan Quito e Ana Bacalhau, vai mesmo tornar-se realidade. 

À procura de patrocínios para o seu filme, Nuno Markl recebeu um contacto do presidente da Câmara do Fundão pondo-se à disposição para o que fosse preciso, o que é fácil de explicar: no pouco que Nuno Markl revelou sobre o seu filme, há cerejas, e o Fundão é a capital das cerejas. “Ainda bem que ele se disponibilizou, porque eu ia pedir-lhe ajuda”, conta o guionista ao PÚBLICO.

 

É assim que Nuno Markl vai levar avante o filme “Por Ela”, que escreveu: pedindo ajuda a todos aqueles que quiserem apoiar na concretização do filme, tendo já pequenas empresas a apoiá-lo para filmar a história de Luísa, uma rapariga "simples" que morre deixando o seu noivo, Henrique, e o seu melhor amigo, Pedro, a tentarem criar uma amizade, em sua memória.

 

O projecto ficou conhecido quando Nuno Markl e a sua equipa o submeteram à plataforma de “crowdfunding” portuguesa PPL, em que o público pode dar dinheiro, muitas vezes pequenas quantias, para financiar projectos que queira ver concretizados. Estabeleceu como meta os cem mil euros e para incentivar os donativos fez diversas provas e transmitiu-as em directo na Internet: aos 4500 euros filmou-se a fazer uma dança tribal, aos oito mil, deu um mergulho nocturno numa piscina, em pleno Março, aos 20 mil, subiu os 240 degraus da Torre dos Clérigos, no Porto.

 

Em 45 dias, juntou cerca de 40 mil euros, o que apesar de ser o recorde de dinheiro angariado na PPL, teve de ser devolvido àqueles que contribuíram, embora muitos tenham insistido em doar o dinheiro — no crowdfunding, quando os projectos não reúnem o total do dinheiro de que precisam, não podem ficar com o montante angariado.

 

“Havia um lado em mim que sabia que era pouco provável”, conta Nuno Markl. Esta quantia nunca tinha sido atingida e o humorista lembra que o processo de doação de dinheiro nesta plataforma envolve alguma burocracia, o que sabia poder dissuadir o público. Apesar de não ter ganho dinheiro com esta campanha online, o filme ganhou publicidade e fãs, antes mesmo de ser rodado. “Houve pessoas que me mandaram mensagens e estavam mais tristes do que eu por não termos conseguido”, conta o humorista, lembrando a história de um seguidor no Facebook que sugeriu que, enquanto não há filme, se vão filmando pequenas curtas sobre as personagens, para que o público possa ir vendo qualquer coisa. É uma sugestão que a equipa está a ponderar.

 

Desde que acabou o prazo de financiamento no crowdfunding, em Abril, a equipa está continuamente a receber ofertas, algumas delas na sua página de Facebook: são pequenas empresas que emprestam as suas instalações para cenários, como foi o caso da Funerária Clássica, ou os diversos restaurantes que já se propuseram a oferecer as refeições à equipa. Também são frequentes os comentários de pessoas que oferecem a sua própria casa para ser o espaço de uma das personagens – num dos últimos posts, pergunta-se quem tem uma casa em tons de azul para a personagem interpretada pela cantora Ana Bacalhau. Para além daqueles que oferecem a sua casa, há também os que dizem que a podem pintar para que entre no filme.

 

Lê o artigo completo no PÚBLICO 

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