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A imagem mais forte do "Douro Industrial"

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Inês D'Orey

Fotografia

O silêncio também tem cheiro

O "Entre Margens" convidou Inês D'Orey e ela esvaziou o "Douro Industrial" à sua maneira. Munida de uma máquina fotográfica

Texto de Luís Octávio Costa • 30/09/2011 - 13:28

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Inês D’Orey inventou um jogo. Lembra-se de um sítio, investiga o espaço e fotografa-o sem os seus figurantes, nu, aparentemente sem vida — quase como em “Where is Everybody”, o primeiro episódio da série "The Twilight Zone".

 

“É um jogo que eu acho interessante”, confessou ao P3 a autora do projecto “Douro Industrial” – a convite do "Entre Margens". “São espaços utilizados quase diariamente por pessoas. Parece estranho estarem vazios. Provoca algum mistério, alguma tensão na fotografia. Torna-a mais interessante”.

 

À sua maneira, Inês D’Orey esvaziou o Douro, que é mais do que “socalcos, vinhas, pedra e rio”. “Existe um Douro onde os produtos que nascem da sua terra são transformados e devolvidos às suas gentes”.

 

Espreitou os fornos a lenha onde são fumadas as alheiras de Mirandela, acompanhou as linhas de montagem dos queijos e os armazéns onde maturam os presuntos (Lamego), fotografou os depósitos onde o vinho envelhece (Peso da Régua e Santa Marta de Penaguião).

 

Queijos e enchidos

“Existe uma preocupação de olhar para o espaço, de o procurar”, sublinha a fotógrafa, habituada a explorar a composição, as linhas diagonais e simétricas dos espaços que persegue. Os seus processos são tão tradicionais como as funções das pessoas que elimina das fotografias. “A maior parte dos espaços estavam sempre cheios de pessoas. Ou pedia para sairem, ou esperava que saíssem”.

 

No limite, todas elas foram dissolvidas pela sua Canon 5D, pelo tripé e as longas exposições.

 

No limite, ficou o cheiro. “Da limpeza das tripas, da cozedura das carnes... é tão intenso o cheiro. Não se consegue guardar numa fotografia. Como é que se guardam os cheiros e os odores?”

 

Até ao fim do ano, e durante 2012 e 2013, o projecto “Entre Margens” intervém nos centros históricos de seis cidades da Região do Douro através de espectáculos e de exposições de fotografia no espaço público.

 

Ao todo estão previstas cerca de 60 exposições complementadas por cerca de 100 espectáculos e 12 colóquios.

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